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sábado, outubro 25, 2008

Teoria amorosa segundo o Poeta Acácio... uma desassossegante teoria a não ser seguida (Parte 1 de... vá lá... meia dúzia)


Meus caros catraios, em primeiro lugar devo pedir desculpa pela minha prolongada ausência das minhas tão famosas postas neste estaminé comercial. Tudo se deve à porra de vida de estudante que mal dá pa comer... mas pa fazer exercício e ficar na linha, upa, upa!... Bem sei que há umas semanas que ando a merecer uma data de bordoadas desferidas por uma moca de Rio Maior com ponta de aço no meu tão pouco estimado lombo, mas têm de compreender que, depois de passar um dia a estudar algoritmos e a merda que o valha, um gajo olha pó PC e diz: "Foda-se... tou cansado que nem a pestana consigo abrir... mas amanhã ponho lá qualquer coisita!"... O engraçado é que nem amanhã, nem depois de amanhã, nem depois de depois de amanhã...

Em segundo, devo também pedir desculpa aos meus queridíssimos petizes que me costumam frequentar por já não comentar há uma data de tempo... As razões são as mesmas: Falta de tempo, algoritmos, cagadas, etc., etc., etc...

Bom... mas isso são águas passadas e já cá estou para vos trazer mais uma data de palermices em jeito de teoria a la poeta...

Pois bem, hoje pa variar decidi virar-me pó tema do amor, embora a época das paixonetas já tenha acabado, por uma razão muito interessante (ou não... dependendo do ponto de vista)...

Não, o poeta não anda apaixonado, com o coração literalmente a bater mais forte quando vê uma determinada dama, porque o poeta não tem tempo para isso (=algoritmos) - embora, a falta de tempo não implique a cegueira compulsiva - mas, nos últimos tempos o poeta anda assim pó melancólico, com um certo sentimento a crescer no coração (mais concretamente no ventrículo esquerdo) que faz com que fale de cenas completa e profundamente... vá lá... lamechas!

Bom... o amor sempre foi encarado como uma cena lamechas... quer dizer... os homens consideram o assunto profundamente lamechas, as mulheres (talvez por terem mais sensibilidade pá coisa) consideram um tema interessante, bonito e algumas vezes, fofinho.
Mas tudo na vida tem uma razão de ser... e é aí que começa a teoria do Acácio... na forma como cada sexo vê o amor...

Vejamos... o homem tem uma concepção muito elaborada do amor. Com uma definição própria da palavra, o homem utiliza-a à risca, seguindo os mandamentos de São Jervásio:
1. Segue o teu caminho como se nada fosse... se te aparecer uma bifa... apaixona-te.

2. Vai ao bar beber um copo e se vires uma miúda gira no bar, paga-lhe um copo e... apaixona-te.

3. Se vires uma miúda vestida com um cinto largo, manda um piropo à trolha e... apaixona-te.

Etc., etc., etc... é curioso que tudo isto é seguido à risca... por vezes tudo ao mesmo tempo... e encaixa na perfeição na definição (concebida no ano de mil nove e quarenta e dois às duas da tarde de uma sexta-feira): «O homem não sente amor... interessa-se!».
Ora, segundo esta definição, o homem nunca se apaixona.... deixa transparecer um certo interesse vá lá, mas paixão não!

No caso das mulheres a coisa têm um grau de complexidade elevadíssimo. Na escala de Complexidade da Mente Feminina Modificada, consegue bater questões como: Porque é que as miúdas vão à casa de banho juntas? ou a célebre Porque é que a mala das senhoras parece uma caixa de ferramentas?.

O amor na sua definição mais feminina é «uma coisa fofinha, queriduxa, que deve ser levada a sério. A paixão é ainda mais gira.» e, tal como no caso dos homens, tem também certos mandamentos elaborados por Santa Eustáquia de Arrais de Cima:
1. A míuda vai no passeio, vê passar um gajo bem giro, com uns abdominais todos bem feitinhos, com uma fronha uau, mas não lhe liga nenhum... deve manter o grau de dificuldade... se o voltar a encontrar, mostra algum interesse (não muito), se ele a convidar para sair deve mostrar alguma indisponibilidade, mas deve aceitar e só lá para a frente na cronologia é que se apaixona.

2. A miúda tá num bar, e há um gajo que lhe está a olhar para o rabo... em momento algum se deve apaixonar por este indivíduo pois se ele olha para o teu rabo, o que não fará se vir outros?.

3. Em todas as situações possiveis e imaginarias a miúda deve mostrar-se difícil.

O curioso da gaja é que tem, na realidade, momentos em que se mostra totalmente disponível e noutros porém, uma indisponibilidade tal que leva a que um gajo se desligue da paixoneta.

Portanto meus caros, segui os sabios conselhos do Poeta Acácio:
1. Não olheis para os rabos alheios.

2. Não vos interesseis pela primeira gaja que se vos apareça à frente das vistas. O normal é dar em caca.

No caso das minhas queridas catraias, só aconselho o seguinte:
Sejai um pouquinho menos difíceis... é que tentar conquistar uma gaja tem-se demostrado um trabalho cada vez mais difícil de conseguir.

Nota:
Em momento algum o Acácio deve ser levado como um poeta lamechas... um romântico talvez, lamechas é que não... se o disserem, poderão habilitar-se a ganhar um valente par de estalos.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quinta-feira, outubro 09, 2008

O cartaz ideal para colocar em Entrecampos... O poeta Acácio dá-lhe à brava (ou se calhar não!)...


No caso de não conseguirem ler as palermices escritas,
carreguem na imagem para ampliar que eu deixo...


Nota:
Qualquer semelhança com um qualquer outro cartaz que se vos apareça à frente dos olhos é, sem dúvida alguma, pura coincidência!...

Outra nota:
Já agora... podem também deixar sugestões para novos calhaus!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, setembro 30, 2008

Um piqueno passo pró «engenheiro», um grande passo para a estupidez... A revolta dos «Magalhães»

Meus caros petizes, duas semanas passadas depois da última pescadinha de rabo na boca (literalmente falando é claro), cá estou eu para vos trazer mais uma bela observação acerca de qualquer coisa mais ou menos importante mas que, como sempre, vem carregada de uma profunda quantidade de palermice e estupidez agudas.
O que me traz aqui hoje à presença de tão nobres petizes é o assunto do momento... Bem podia falar de coisas mais importantes como os assaltos às gasolineiras (que ultimamente parece que estão na moda), dos assaltos a bancos (que já leva os assaltantes a um outro nível de adrenalina), dos assaltos a tribunais (que actualmente são os mais fáceis de realizar), ou mesmo mesmo, dos assaltos constantes que o governo, gasolineiras e afins costumam gostar de fazer ao povo português. Mas como falar de assaltos nã tem piada nenhuma, vou falar-vos hoje - assim em jeito de sermão de S. Jervásio às Sardinhas - do último grito em propaganda política... o computador MAGALHÃES!

Bem sei que os carissimos petizes - principalmente aqueles que têm catraios (os meus sentimentos) - já começam a ter febres altas e delírios constantes sempre que ouvem a palavra «Magalhães», mas reparem bem... estamos a falar de um computador portátil do tamanho de um caderno A5 100% tuga... bom... se calhar não será todo tuga... quer dizer... o LCD vem directamente da Tailândia, a bateria, o disco rígido, as lamparinas que acendem e apagam, o teclado, e mais uma catrafada de coisas vêm da China (sem melanina, é claro). Ah... e o processador - que é o que faz o bicho funcionar - vem... ah pois... da China!

Ora então... c'oa breca... mas o portátil é - segundo o nosso primeiro - «100 porcento português»! Como pode isso ser? (perguntam os caríssimos catraios em jeito de admiração)
Pode meus caros! É 100% português na parte da montagem... no resto é 80% Chinês e 20% Tailandês. Mas não é por isso que deixa de ser 100% português!
E por ser 100% português e ter peças estrangeiras é que se deu o nome «Magalhães» em homenagem ao célebre Fernão de Magalhães, esse grande navegador português, o primeiro a efectuar a viajem de circum-navegação do globo.

Muitos pensavam que teria sido dado esse nome ao bicharoco por este ter sido também o primeiro portátil 100% português... e em parte sim!
Ora vejamos:
O Fernão de Magalhães, para fazer a dita circum-navegação foi em barcos espanhóis (totalmente espanhóis... madeira, vidro, pano das velas... tudo espanhol), com marinheiros espanhóis e ao serviço de quem? Acertaram! Dos espanhóis!
Portanto, nada mais correcto do que dar ao portátil que é 100% português na parte da montagem mas com 80% de peças Chinesas e 20% de peças Tailandesas, o nome do navegador português que utilizou barcos espanhóis, marinheiros espanhóis e dinheiro espanhol para dar uma voltinha ao globo.

Mas a maravilha deste computador é, sem dúvida alguma, o preço... 50€ para os catraios sem subsídio (a grande maioria) e 20 aérios para os que têm menos recursos. Acho bem!
Só acho curioso que um portátil que custa 180 aérios a ser montado e que depois é vendido pela magnífica bagatela de 285 aérios, desça tão dramáticamente de preço quando adquirido por um petiz do 2º ano... é estranho... fica ao vosso critério quem vai pagar a diferença: Os pais? Os contribuintes? A velhota do terceiro andar?
Tá-me cá a parecer que a primeira hipótese é a mais certa! Seja...

Outra das grandes maravilhas... o computador tem 30 GB de disco e vem com dois sistemas operativos (que para quem não sabe são o Windows e o Linux Caixa Mágica)! UAUUUUUUU!!!!!
A beleza da tecnologia! Estes boys da tecnologia são levados da breca!
Mas, como não poderia deixar de ser, acho curioso que um catraio que mal sabe mexer no Windows, mexa no Linux... deve ser por ser um Linux que é Mágico! Magia é o que estes catraios vão saber fazer, porque à primeira bosta que façam... PUFFF... lá se vai o computador prás urtigas!

É claro que a magia do Linux também pode correr mais ou menos bem visto que a muitos pais irão gostar das capacidades inovadoras da banda larga aquando da visita a sites «didáticos»...
«Hmmm... ora deixa cá testar este bicharoco do meu filho... hmmmm.... gatasgulosas.come.... Ehhhh páhhhhhh.... Com'é que aquela catraia consegue fazer o pino e tocar com os calcanhares no... dasssse!!!... És boa!!»
O problema é quando o filho perguntar «Paizinho!???? Com'é que nascem os bebés?»
Ao que o pai do moço lá diz: «Ora meu filho... o pai põe uma sementinha... hmmmm... olha pega no Magalhães, vai ao menu Iniciar, abres o Internet Explorer e, naquela barrinha pões gatasgulosas.come, com 'u' e tudo junto e informas-te... até lá tens vídeos didáticos, jogos, truques e infografias!»

Meus caros, tudo isto dentro de um computador 100% português na parte da montagem com 80% de peças Chinesas e 20% de peças Tailandesas!
Viva a tecnologia! Enfim... Não percam o próximo episódio porque nós também não!

Nota:
O poeta durante a escrita deste palavreado todo não visitou qualquer site didático que tivesse miúdas em trajes menores... bom... se calhar visitei um ou dois... mas que não aconselho a ninguém... haveria por aí muita malta que poderia começar a sofrer de dores de pescoço!

Mais uma observação:

O poeta incentiva o petiz mais piqueno a não visitar qualquer destes sites para ficar a saber como nascem os bebés... continuem a acreditar nos vossos papás e continuem a achar que o papá mete uma sementinha na barriga da mamã e depois o senhor doutor vem e tira o bebé que nasce dessa sementinha! Se acharem muito aborrecido acreditar nesta historieta não se preocupem... eles têm imaginação!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

segunda-feira, setembro 15, 2008

Copos, pinga e outras bebedeiras... O «Memorial da Bezana» por Poeta Acácio

Ora bem... Meus caros petizes, cá estou eu mais uma vez neste piqueno espaço de palermice aguda, duas semanas depois da última posta, para vos trazer mais uma historieta do arco da velha!
Bem sei que há já algum tempo que ando a merecer umas boas bordoadas no lombo, visto que tenho andado um pouco desaparecido... mas têm de compreender que o poeta é um rapaz muito ocupado e com uma agenda muito carregada de compromissos (ou não).
Claro que nem só de compromissos se fez esta ausência, isto porque como o poeta andava já há uns tempos na reserva de Casal Garcia e lá tive de me dirigir à Confraria do Casal Garcia pra mandar vir mais um carregamento... desta vez, reforçado!
Adiante...

Ora, nada mais brilhante do que dedicar uma postazita a esse néctar engarrafado que nos faz ver bifas (e outras coisas mais) a dobrar.

Andava ali eu no mê-çê-éne a assobiar pró ar e eis se não quando a queridíssima Soya diz: «Ólha o poeta que fez a posta da bonecada...» (por falta de carantonhas amarelas a rir-se esta mensagem está incompleta... pede-se desculpa aos mais sensíveis!)...
A conversa prolongou-se um bocadinho e, não sei porquê, eis que disse: «O poeta tava inspirado... deve ter sido da garrafinha de Casal Garcia!»...
Esta frase, carregada de pouco simbolismo, mas em tom de confissão, fez-me ver a luz (e uma garrafinha de Porto que tava arrumada num canto escuro) e deu-me a brilhante ideia para uma posta e, como não poderia deixar de ser, o mote para a conversa com a Soya...
Por entre descrições de bezanas à antiga e de outras coisas mais, a queridíssima Soya lá lançou o desafio e, tendo em conta que na cabeça do poeta nada é normal, lá aceitei o desafio e, cá estou eu a escrevê-lo.

A história do vinho, bem como a sua invenção remonta aos anos dos dinausauros, uma época que ainda não era caracterizada pelas bezanas estudantis mas onde já se brindava com o tinto maduro.
Aliás, existem relatos recolhidos pelo nosso chibo através da profunda análise de rabiscos rupestres, onde aparecem meia-dúzia de homens de tenra idade à volta de uma mesa com uma bifa em cima, naquilo que parece se uma discoteca, a beber que nem canários. Mais, através de uma análise mais cuidada, pôde verificar-se que o vinho era um «Verde Tinto Quinta da Perdigota - Ano 45000 A.C.»...
Desde essa altura que este néctar das uvas é aperfeiçoado para que a bezana seja ainda maior...

Porém, até a esta área chega a contrafacção, e como todos sabem, a contrafacção da pinga chama-se «Vinho a Martelo»!
Quando, onde e quem são perguntas que muitos fazem ao poeta tentando como que saber quem poderá ter criado o vinho a martelo.
Pois o nosso chibo de serviço, conjuntamente com os confrades da Confraria dos Copos e juntamente com a Associação dos Amigos da Taina chegou a factos relevantes desconhecidos da maioria dos petizes que levam ao autor do vinho a martelo.
Esta bebida contrafeita foi criada no ano 1 D.C. (depois de Cristo SuperStar), numa boda em Canã por Jesus Cristo himself.
Quando todos já tinham bebido tudo o que havia nos canecos, Jesus pegou numa ou duas jarras de água e, eis que derrepente vinho se fez.
Era a viragem e a mudança da qualidade que abalava o mercado da pinga.

Porém, é no glorioso ano de mil sete e quarenta e dois que, Zezé Pinguetas, amigo da taina e da sandes de leitão, pega no dito vinho e lá começa a fazer misturas com álcool. A qualidade do vinho à pressão seria melhorada mas, ainda não conseguiria destronar a superior qualidade do tinto maduro.
Anos mais tarde, devido à peste e a alguns ataques de diarreia provocados pela constante ingestão de vinho a martelo, a ASAE lá tira o vinho de pacote do mercado e, conjuntamente com a Associação dos Amigos da Bezana e do Coma Alcoólico começam a promover o vinho puro da uva (vá lá... com meia dúzia de aditivos e soluções) a preços convidativos e six-packs.

Escusado será dizer que, não tardaram a surgir os derivados do vinho. Disso são caso as «Sopas de Cavalo Cansado», as «Malgas Quentes» e a tradicional «Bezanisse Açucarada».

Com a chegada do séc. XXI é claro que a malta nova deixou de se agarrar ao caneco do tinto e lá começou a enveredar pelos maus caminhos, começando a dedicar-se à bezana por acção de bebidas pra meninos e leitinho morno. Para isso, empresas como a Vodafonix, a Panadol e uma ou outra empresa mais ou menos conhecida lá lançaram packs especiais (por ex.: Vodafonix Bobadeiras).
Este pack traz um telemóvel com teclas em duplicado (pra que já tiver bem bebido e vir tudo a dobrar), um saquinho (pra virar o barco e não cagar nada nem ninguém à sua volta), um GPS com os melhores spots de tratamento (ex.: hospitais de desintoxicação) e uma pastilha prá ressaca.

Portanto meus caros, tendo o poeta investigado a origem do vinho queria aqui dizer uma coisa:
Fazei o amor bebendo um ou dois copinhos... tudo com juízinho! Haja alegria e vinho afastado da pia!

Atenção:
Durante a elaboração desta posta de pescada nenhum copinho de vinho foi ingerido pelo autor... antes pode dizer-se que sim, agora durante, não! Trabalho é trabalho! Vinho é vinho!
Outra atenção:
Qualquer semelhança com a realidade é, no fim das contas, muito trabalho da imaginação mirabolante do poeta, derivada do funcionamento à base da Casal Garcia!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, agosto 26, 2008

Bonecada, Pinipons e outras coisas mais...

Meus caros petizes da vida airada, cá estou eu, o Poeta mais destemido e mirabolante da blogosfera (ou se calhar não), para vos trazer mais uma interessante (ou não) divagação acerca de qualquer coisa pouco ou mesmo nada importante.
Andava eu ali prós lados do estaminé da queridíssima Soya quando, e comentando acerca da imagem aqui em baixo, disse que a estátua era «interessante...» e que se parecia com um Pinipon...

Pronto... se calhar exagerei ao ter dito que a estátua era interessante. Se calhar se dissesse «esta estátua parece um cu dos antigos» seria mais apropriado mas, dadas as circunstâncias, foi aquilo que me veio à cabeça.
Achei engraçado o facto de uma das comentadoras ter dito - e passo a citar: «Um pinipon??? Os pinipons eram lindos!!! Esta estátua, (na) minha opinião, é feia que dói.». Realmente, a estátua é feia que dói, mas daí a dizer que os Pinipons são lindos vai uma grande distância.
Mas, eis que a nossa Soya desafia o Poeta e diz: «Desafio-te, Poeta Acácio, a fazeres uma entrada no teu blog sobre esses bonequinhos!:p»
Eu em primeira instância ia falar do :p que ela colocou no seu comentário. Porém, sentindo-me desafiado, lá decidi fazer uso da minha massa cinzenta que, nos últimos dias anda com falta de inspiração. Talvez porque o stock de Casal Garcia tenha acabado. Quem sabe...
Pois bem, quem - pergunto eu - não conhece estes bonequinhos e a porra de música que os acompanha? Toda a gente!
Todos sabem cantarolar aquela música: «Pon, Pon, Pon, Pinipon! Que divertido! A quinta Pinipon-o-on! Ovelhinhas bebés! Águinha para as vacas! TODOS A BEBER! Na quinta de Pinipon... isto é qu'é bom! De Pinipon!». O que ninguém sabe é como é que surgiu esta bonecada.

Até à bem pouco tempo, toda a verdade acerca dos Pinipon era Confidencial mas, graças à capacidade de investigação do nosso Chibo de Serviço, todo esse emaranhado de segredos foi desvendado.
Preparem-se para a revelação do ano!

Eis como tudo aconteceu...
É num belo dia de Julho do ano da graça de mil nove e sessenta e dois, depois de uma tarde bem passada a fumar charutos cubanos e a ver as miúdas em fato-de-banho que, Albano Pini e Megusta Pon, dois espanhóis na idade da reforma, decidem enveredar pelo maravilhoso mundo da estupidez.

Diz Albano: «- Mira! Megusta, estoi aquié a pensiar quie podiyamos juntiyarmo-nos paria abriyermos um negiócio juntiyos. Quie te pariece faziermos negióciyo como los Dolce & Gabana?»

Ao que diz Megusta: «- Albano! Tu estaiyes louco?! Yo soi muito macho! Essies diois syão umas bichyonas dio camandro! Yo soi un puro macho latino!»

«- Pero, teriyamos bifias em trajes meniores (oi miesmio sien rioupia), die mamiocas a saltitiar a nuestra frientie!... Tu não quieres isso? No te gusta?»

«- Oh si! Megusta mucho! Pero, tioda a gientie nos vai chamiar bichyonas!»

«- Tienes raziõm! Tienho quie pensiar miais un piouco!»

Albano, pensou bastante até que, depois de fumar duas ou três ganzas de baixa qualidade sugere:

«- Io! Megusta, piorque non abrirye umia fiábrica de fazier boniecada?»
«Boniecada? Andiastie a apianhyar miutio siol na cabieçia! Die quie mie servye iuma fiábrica die fazier bionecada?»

«Mira! Pero piodiyamos abrier a fiábrica e piôr lá giajyas bioas en trajes meniores yo miesmio sien rioupia, ya fiazyer yo a «yempaciotar» os bionyecos! Yo «yempacotamos» as yempregadas!» - Albano diz isto fazendo um sorriso maroto, como quem diz: «Quero lá saber de empacotar os bonecos... a gente depois viró pacote das empregadas!»

Megusta, depois de muito ponderar a ideia, aceita a estupidez e a coisa marcha. Porém a idieia do nome ainda foi atribulada...
O primeiro nome a surgir foi «Megusta Pini, A.R. LDA» porém, devido a a trocadilhos manhosos feitos pelas crianças a empresa é forçada a mudar de nome.
É no ano de mil nove e sessenta e sete que, empresa e bonecos deixam de se chamar «Megusta Piniar» (como carinhosamente eram denominados pelos petizes) para chamarem «Pinipon».

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, agosto 12, 2008

Arraiais, palermices e outras coisas mais... as festas das terriolas dum ponto de vista palerma

Ora bem, meus caros petizes da vida airada, cá estou eu, pra vos trazer mais umas palermices. Bem sei que mereço umas boas bordoadas no lombo por nem sequer ter dito que ia tirar umas férias, mas sabem como é, um gajo é afectado pelo síndrome de férias e esquece-se de tudo. Aliás, o Verão estou em crer que, para além de trazer gajas boas em trajes menores, traz também uma certa quantidade de coisas estúpidas que fazem com que a nossa cabeça começe a entrar em parafuso.
Pois bem, já vos falei na última posta que aqui botei, que a praia é, sem dúvida nenhuma, um local de pouco descanço e carregado de palermice. Porém, o Verão não é só praia, e há que alargar os horizontes e botar os pés ao caminho, em busca da palermice aguda.
E é disso que andei à procura.

Botados os pés à estrada, eu e o meu fiel chibo de serviço lá fomos em busca da sagrada estupidez aguda, por terras de El Rei D. Coiso, enfrentando cães de loiça raivosos e bifas histéricas.
Às tantas diz-me o Chibo:

«Ó Acácio... eu sei que tu gostas de andar e o caralho, de alargar horizontes, e tal... Mas não seria melhor dirigirmo-nos à terriola? É que as festas em Honra de S. Não-Sei-Das-Quantas tão quase, quase a chegar e eu ouvi dizer que ia lá a Quim "Berreiros"! Ah... e também já tou com fome!»

Ora, eu já tava com uma certa fome e a modos que achei boa ideia seguir o conselho do nosso chibo e dirigir-me a casa, não pensando sequer que a festarola lá da terrinha pudesse dar uma boa posta pró estaminé. Porém, dias depois, já na festa lembrei-me que, se andasse atento, palermice aguda e gente a louvar a Santa Ignorância não haveriam de faltar!
Desde já vos digo que, uma festarola destas é, sem dúvida nenhuma, uma passerelle de coisas levadas da breca e tem sempre as suas características.

Ora vejamos:
1.º As festas são sempre feitas à nôte e, dada esta piquena característica eis o que um estúpido se lembrou de lhes chamar: «Noitadas». A esse indivíduo desejo apenas que lhe nasça um pinheiro atravessado... vá lá... na zona posterior, um pouco mais abaixo da extremidade da espinha dorçal... Pronto... nu cu!
Por serem de nôte, a malta põe uns arquinhos, com umas luzinhas e tal e tal, que servem pra embelezar a rua e que, para além de iluminarem a rua, servem também pra iluminar as gajas que por lá passam! Uma maravilha dos tempos modernos!

2.º
Festa que é festa não tem só um Sumol e quatro copos! Nada disso! Tem barraquinhas de comes e bebes, barraquinhas de farturas, barraquinhas dos chineses, barraquinhas de indianos, barraquinhas de africanos (com africanas a fazer tranças a velocidades puta-que-pariu km/h) e, como não haveria de deixar de ser, barraquinhas com os famosissímos índios das flautas-de-pan! Minha Santa Jervásia, livrai-nos deste tormento!

3.º
O curioso destas festas é a maneira como o recinto tá vedado e devidamente guardado... Dois bófias de barriga com armas pré-históricas e com cacetetes novinhos em folha, acompanhados de uma grade que facilmente se pode ultrapassar. Ah!... e que chegada a meia noite vão fazer oh-oh!
Curiosamente, levam cerca de 250 € por um serviço... como direi... de trampa! A não ser que passar multas também esteja incluído no preço!

4.º
Estas festas têm, obrigatóriamente, de ter... (um momentinho de suspense fica sempre muito chique)... carrinhos de choque! Que raio de festa não tem o seu espaço com os carrinhos de choque, hem? Nenhuma! É impensável sequer não ter carrinhos de choque! Digamos que é o mini-mini-parque-de-diversões da terriola onde se juntam os petizes todos, e a malta que normalmente já tá com um copo a mais!

5.º
O conjunto (ou banda pra ser mais chique) lá da terra e um ou outro cantor mais ou menos famoso! Isto, meus caros, são duas coisas que não podem faltar. Se faltarem, nem os carrinhos de choque se safam!
Os conjuntos normalmente têm daqueles nomes dos quais ninguém se lembraria, nem mesmo se estivesse com uma bobedeira em fase terminal! Eis a que me apareceu na terriola: «Conjunto Típico "Rosas Negras"», que integrava uma música acerca de casas de massagens. No caso dos cantores mais ou menos conhecidos, apareceu cá na terrinha a pouco (ou mesmo nada) famosa Tatiana (aquela do Big Brother)... diz que lhe deu pra cantar... a mim parece-me que lhe deu pra desafinar e berrar ao mesmo tempo.

6.º
Fogo de artifício (ou fogo preso), a única coisa que não tem muita palermice!

7.º
A vaca-de-fogo! Ora aqui está uma coisa que alguns catraios não conhecem. Pois eu passo a explicar:
Um gajo mete-se por baixo de uma estrutura em forma de vaca, sarapintada com manchas brancas em fundo preto (ah... note-se que a essa mesma estrutura vão presas bombas daquelas dos fogos de artifício e bombinhas de carnaval). Depois acende-se o rastilho, pica-se o indivíduo, o gajo começa a correr desalmadamente (com aquilo às costas) enquanto aquela porra toda vai a estourar pelo caminho. Esstúpido? O tipo que se mete a andar com aquilo!

A famosa vaca de fogo!
E os nada famosos palermas que se metem por baixo!

8.º O molho (ou mel). Outra coisa que alguns nã conhecem:
A malta que anda na festa prepara-se em casa (pega em sacas de plástico), enche as ditas sacas com água, dá-lhes um nó e chegada a altura (normalmente depois da vaca dar o último estouro) começam a atirá-las uns aos outros. Palerma? Sim... todo o esquema!

9.º Bobedeiras e porrada. Festa que é festa tem a sua dose de pancadaria ao ar livre! Sempre acompanhada de uma bobedeira nos cornos! O curioso da porrada é que a malta malha à séria. É cada bordoada! Um espectáculo lindo de se ver... e estúpido também!

Portanto meus caros, se querem rir-se e, quiçá, divertir-se um bocadinho, vão até à terriola mais próxima de vocemecês. Vão ver que não há nada mais espectacular.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quarta-feira, julho 23, 2008

O verão, a praia e outras coisas mais... uma visão palerma mas interessante (ou não)

Meus caros petizes, cá estou eu mais uma vez a escrever mais uma palermice no curriculo do meu mui espectacular estaminé, depois de ter estado ausente (hoje tou a modos que virado para a utilização de palavras caras... deve ser da pinga!) alguns dias para retemperar a minha quantidade anormal de palermices, que nos últimos dias andava a modos que a bater no fundo.

Pois bem, e que boa forma de ganhar inspiração não será uma ida à praia, hem?
Ora, a modos que lá peguei nas trouxas e bora lá...
Uma ida à praia é sempre carregada de emoção e espectativa e normalmente, no meu caso, é sempre a melhor altura para apanhar palermices.
Para além de reparar (apenas para fins meramente de estudo) nas gajas que passeiam pelo areal em trajes menores (ma que bela!), gosto de tar ali feito sardinha a virar umas 20 vezes até ficar tostado, tentando sempre reparar nas calinadas e nas figurinhas que por lá estão. Mas curiosamente a minha atenção vai sempre para as famelgas numerosas.
Este tipo de famelgas vem, normalmente, daquelas cidades do interior esquecido e pouco lembrado e que, normalmente, a única praia que vê é o rio que passa lá na aldeia.
Constituída por elementos de peso, o chefe de família é, sem dúvida alguma, o verdadeiro Zé Portuga! (esta conclusão pode ser facilmente comprovada no caso do indivíduo trazer um garrafão de vinho)
A chegada destes indivíduos à praia é sempre mais ou menos pacífica, havendo sempre algum puto mais choné a chorar desalmadamente por querer um gelado.
A sua estadia... um autêntico massacre para o bem estar fisico e emocional de qualquer um. Normalmente não se prolonga mais do que 4 horas, mas ainda assim podemos ver de tudo e mais alguma coisa.
Repare-se que esta espécie de indivíduos da classe dos HomoSapiensSapiensZéPortucalis é dotada de certos e determinados comportamentos, únicos no mundo. Ora vejamos:

  • Os elementos do sexo masculino chegam à praia de meia branca, chinelinho no pé (com a meia branca por baixo), calça vincada e, para completar o quadro, camisola interior cabeada com a barriga mais ou menos a caber dentro;
  • Estes indivíduos são capazes de transformar uma praia pacífica e normal, numa praia com catraios sem cuecas de tringalhos ao penduro a correr desalmadamente pela praia. Uma verdadeira obra de arte;
  • Quando não estão a correr, divertem-se a atirar com a bola pra quem está descançado e a tentar ter uns momentinhos de reflexão;
  • Ficam alojados na barraquinha. Um espaço de cerca de 1 metro quadrado mas onde não falta espaço;
  • Enquanto os homens dormem, as mulheres dedicam-se ao croche e ao ponto de cruz. Diga-se que os homens ressonam e que o seu grunhido é audível a 250 metros;
  • Esta espécie, vem abastecida para 1 ano, trazendo sempre o seu farnel, onde não falta o chouriço, o presunto, o queijo da serra amanteigado, o iogurtinho Danone (pró trânsito intestinal) e o bolo da avó;
  • Ao contrário dos macacos que catam piolhos no pelo uns dos outros, estes limitam-se a apertar borbulhas;
  • O chefe de família apresenta um farto bigode;
  • A linguagem é muito limitada... «foda-se», «caralho», «puta que pariu»... às vezes ouvem-se os três ao mesmo tempo;
  • As conversas giram sempre à volta da vida social e cultural lá da terrinha. «A Ti Jervásia tá tão mal!», ou mesmo «A vaca da Maria é uma badalhoca do caralho! Anda a encornar o marido com o padeiro! Vaca!»;
  • Entre o barulho do mar a enrolar na areia, lá se ouve um grunhido ou mesmo, mesmo (em dia de sorte) um peido daqueles puxados às tripas! A desculpa é sempre caricata: «É o beinto a cortar na barraca!»;
  • Sempre que passam por alguém, deixam um rasto de destruição. Areia e mais areia!

Meus caros, como puderam ver, esta espécie é de todo fascinante, quer pelos seus modos, quer pela sua maneira de estar. Contudo, têm passado por sérias dificuldades e encontra-se em vias de extinção.
A falta de praias com espaço livre para albergar uma barraca e uma famelga com 20 pessoas, bem como a existência de cuecas de criança à venda nos hipermercados tem afastado esta espécie das praias.
Por isso, temos de lutar pela preservação desta espécie que torna as nossas idas à praia mais deprimentes!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, julho 08, 2008

Os filmes da nossa vida... Hoje o Poeta tá numa de cultura!

Meus caros, hoje acordei com a veia poética saída cá pra fora, e com uma boa dose de inspiração. Ainda estou a tentar perceber a causa de tanta inspiração, mas provavelmente aquela garrafinha de Casal Garcia estava aditivada.

Ora e para onde me havia de dar senão para analisar alguns aspectos ligados com a cultura, ou melhor, deu-me para analisar alguns filmes que já saíram e outros que andam por aí a ser comercializados no mercado negro.
Falo-vos dos filmes pornográficos, ou para os mais sensíveis, dos filmes educativos para catraios com acne e dois ou três pelos a jogar à sueca na fronha...
Pois bem, desde tempos imemoriais que a indústria do filme «pá cueca» tenta dar um certo argumento à coisa!

Já se viu de tudo... ele é filmes em que o tema são os «descobrimentos», ele há filmes em que o tema é a «corrupção»... Enfim!
Até há aqueles que relatam a história de rePUTAdas senhoras que começaram como alternadeiras (ou massagistas, como preferirem) e e que se casaram com dirigentes desportivos e no final deram escritoras. Mas isso é outra palha. Quer dizer, é da mesma palha só que de feno diferente.

Há quem diga que os filmes «pá cueca» são repetitivos em argumentação, isto é, começam com duas tretas, depois segue-se a... vá lá... tal e coiso... hmmmmm... pronto a "lambidela", ó despôs há a troca da dita "lambidela", vem a parte que toma o nome «pá cueca» e por fim, o gajo alivia (a expressão «alivia» não é o mesmo que «arriar o calhau»... bom vocês percebem!)!
Porém, se analisarmos a fita (numa finalidade meramente elucidativa, é claro!), a fundo (bom a fundo, a fundo também não porque acho que nenhum gajo chega ao fim do filme de boa saúde), constatamos que a realização do filme «foca» aspectos essenciais. Muitas vezes chegam ao ponto de interagirem com o telespectador, coisa que não se vê muito actualmente em variadíssimos filmes de realizadores de renome mundial!
Aliás, estes filmes estão carregados de uma vertente claramente educativa, na medida em que ensinam os catraios a «andar de bicicleta», entre outras coisas!
Curiosamente, existem aspectos que mesmo eu considero um pouco estranhos, e que também já foram abordados pelo meu caro amigo Jorge Silva.

Ora vejamos:
1º - As falas são muito repetitivas, chegando por vezes a durar quase o filme todo. Caso disso são as célebres: «Oh!... Si, cariño!», «Toma lá, minha galifona!», «Aguenta e não chora!», «Me gusta! Me gusta! Mas fuerte! Oh... OHHHHH!!!!»... Repetitivos de facto!

2º -
Normalmente as gajas tão sempre prontas pá queca! É que nem um: «Querido, hoje não porque me dói a cabeça!», ou o célebre «Aqui na cozinha não! Ainda estou a fazer o estrugido!».

3º -
As gajas são sempre boas e têm sempre balões no lugar das mamas.

4º -
Os gajos têm sempre força na verga... e normalmente vergas de metro.

5º -
Normalmente os cenários não variam muito: Quarto, Sala, Cozinha! Vá-se lá entender esta gente do espectáculo!

6º -
O gajo que entra nestas cenas, nunca tem pneus a mais!

7º -
O guião é pobre em falas! «Quieres? Oh Si!» e começa a tourada! Falta de imaginação! No caso do «Crime do Padre Amaro» a coisa começava por um «Deseja alguma coisa Shôr Padre» e terminava na saudosa e tão almejada queca!

8º -
Os adereços são sempre muito poucos... Até a esta área da cultura chega a crise! É triste a falta de apoios à cultura, nomeadamente nesta área que, como vimos, tem uma vertente educativa!

Enfim! Como vimos, estes filmes têm sido alvo de uma grande discriminação, e de uma falta de fundos (literalmente falando, é claro!) para a manutenção deste tipo de actividade!
Actores que dão o corpo ao manifesto, que arduamente trabalham em condições perigosas (há quem já tenha tido entorses no mangalho!) sofrem pela falta de apoios e pela falta de reconhecimento desta «arte» milenar que é o filme «pá cueca»!

Nota:

Algumas expressões foram cortadas para que depois não venham prá'qui dizer que o poeta é um depravado do pior e que só pensa em coisas destas! Ah... e também porque há catraios a ler estas palermices e depois podem dizer aos paizinhos que foi no blogue do poeta que ficaram a saber como é que se fazem os bebés!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

segunda-feira, junho 30, 2008

Estais-m'a f*der e eu a ver! Já tou a ver que vou ter que fazer!

Andava eu ali pós lados do estaminé do meu caríssimo Jorge Pessoa e Silva (no dia errado e na hora errada) e, eis senão quando, deparo-me com um desafio em que a minha pessoa aparece...

Ora, como sou um gajo que não se fica, aceitei o desafio!
Como é que isto funciona? (perguntam vocês assim meio espantados)
Simples! Escolhemos 11 indivídualidades do meio bloguístico e respondemos ao questionário... Nada mais simples!

Eis as minhas respostas:

1 - Pourpre
2 - Jorge Pessoa e Silva
3 - Vita
4 - Gaja Boa 1 & Gaja Boa 2
5 - Ana Teles
6 - moyle
7 - violette*
8 - soya_toya
9 - An Ambush Of Ghosts
10 - Liana
11 - Jiminy_Cricket

Como você encontrou o 4?
Eu queria ir pra Vilar do Paraíso e perguntei a um velhote por onde tinha de ir... Ele disse-me: «Você chega ali à VCI, enfia no Nó de Francos e tá lá… É que não tem nada que enganar!»… Vai-se a ver, quando lá cheguei dei de caras com elas…

O que faria sem o 6?
Sou um tipo independente...

O que você faria se o 2 e 6 estivessem namorando?
Eu sou um tipo pá frentex, moderno e tal e tal, mas… vá lá… achava um pouco assim… posso pedir a ajuda do público?

O que você faria se o 5 confessasse que ele/ela te ama?
Acordava e ia pá escola!

Quem é o melhor amigo do 11?
Ah essa eu sei… é… é… é… Pronto não sei!

Você já se alimentou perto do 1?
Tendo em conta que ela é minha prima… Já! Cabrito assado com arroz tostado no forno! Tava daqui! (no momento em que dizia «daqui!», fui com o dedo à orelha como se quisesse dizer: «Tava uma maravilha!»)

Você sente saudades do 2?
Vamos lá ver se a gente se entende! Se fosse de uma gaja, até que sentiria falta... agora dele?

Quem o 10 está namorando?
Eu não sou de intrigas nem de cusquices... mas acho que é com o vizinho do 3º Esquerdo! Ele até se declarou a ela! Fazem um casal bonitinho! São uns amores!

O que você acha do 3?
Ora bem… hmmmmm… vá lá… é uma boa gaja! Ou será, uma gaja boa?

O que você acha do 9?

Um gajo porreiro que apareceu aqui a perguntar que tipo de acidentes de trabalho poderia ter uma menina trabalhadora no «Calor da Noite».

O que você faria se 4 e 7 estivessem namorando?
Eu já disse que sou um gajo prá frentex… mas acho que um ménage-à-trois, e ainda por cima no feminino é uma fantasia que nenhum gajo pode perder!

Você casaria com o 8?

Com todo o gosto! Mas primeiro há que seguir o habitual: Conhecer a 8 pessoalmente! Mas não me tá a parecer que ela esteja interessada em casar com palermas!

Você ama o 10?
Não é por nada mas perguntaram-me com quem é que ela estava a namorar e agora perguntam-me se gosto dela? Mas vocês querem que eu me aleije? Querem que o gajo dela me venha dar dois pêros no foçinho?

Já dormiu no mesmo quarto com alguns desses números?
Tendo em conta que quando falo com eles estou ao computador, e que normalmente durmo com o PC no quarto... Já! E com todos!

Meus caros, questionário respondido, fica aqui o desafio aos visados! hehehehe Divirtam-se!

NOTA:
Os que já fizeram esta porra, nã me parece que o tenham de fazer novamente!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quinta-feira, junho 26, 2008

As novas tecnologias... coisas que se fossem inventadas por Portugueses tinham mais nexo!

Meus caros, escrevo-vos hoje, depois de ter estado uns dias de molho a curar a imensa ressaca da festarola que foi o S. João do Porto... um pouco molhada... mas ainda assim, uma festarola do catano.

Ora pois, o assunto de hoje é, deveras interessante. Falar de tecnologia, gadjets e de outras porras que têm nomes esquisitos sempre foi, e há-de ser muito interessante. Porém, tudo o que é interessante tem a sua parte estúpida... ou melhor... tem uma grande quantidade de estupidez! PONTO.

Vejamos:

Objecto estúpido n.º 1: O GPS... Ah e tal, o GPS é útil... diz-nos onde fica determinado sítio, leva-nos a um qualquer ponto mais rapidamente, mostrando-nos para tal o caminho mais rápido a seguir, e outras coisas mais.
Cena estúpida do dito objecto: Um gajo engana-se em plena auto-estrada (por exemplo: quando estamos a olhar para a estrada e para as pernas da gaja que trazemos no banco do passageiro e nos esquecemos de sair) e o que é que o gajo diz: «Inverta o sentido de marcha!»... ou seja... chego à conclusão que uma boa parte dos velhotes que andaram em contra-mão na A1, fizeram-no por causa do GPS.
Cena que o objecto fazia se fosse inventado em Portugal: Um aparelho destes diria: «Ó FILHO DA PUTA PASSAS-TE A SAÍDA!!!! ÉS CEGO OU TÁS A TENTAR COMER A GAJA AO LADO?!!!! AGORA FODES-TE QUE VAIS TER DE SAIR NA PRÓXIMA, FAZER A ROTUNDA, E VOLTAR A ENTRAR!!!!!! BOI DA PÁSCOA!!!!»

Objecto estúpido n.º 2: O computador... ah... essa maravilhosa máquina que nos permite fazer variadíssimas coisas.
Cena estúpida do dito objecto: (já tinha dito isto ao meu caro Jorge Pessoa e Silva) Mandamos uma patada nos cabos... O teclado e o rato desligam-se... Ligamos o animal e eis o que nos aparece: «Teclado não encontrado ou danificado. Prima F1 para continuar.». Portanto, conclui-se que o aparelho que dominará a raça humana, retratado no Exterminador Implacável, é mais burro que uma porta, na medida em que não consegue saber que sem teclado um gajo carrega no caralho!
Cena que o objecto fazia se fosse inventado em Portugal: «Ó pá... Eu andei à procura do teclado mas não o encontrei... Por acaso não o enfias-te no cu?! Portanto se queres que esta merda continue, vê lá se encontras essa merda, se a enfias no buraquinho atrás de mim e carregas no caralho da tecla F1!»

Objecto estúpido n.º 3: O Windows! É um prodígio da tecnologia... inventado pelo Bill Gaitas, é o mais avançado sistema operativo do mundo (ou pelo menos tenta ser!).
Cena estúpida do dito objecto: O Ecrã Azul da Morte (ou Blue Screen Of Dead)! Há lá coisa mais chata do que um crash seguido de uma merda destas? Um gajo tá entretido a ver um filme qualquer cheio de mamalhada e gajas e... «O computador parou! Se o problema persistir contacte um técnico especializado!»... e lá se vai a força na verga!
Cena que o objecto fazia se fosse inventado em Portugal: «Enquanto tás a ver filmes desses, tou-me a ver fodido com o aquecimento... esta merda tá quente demais... vai buscar gelo ou põe o filme do Noddy para ver se isto passa!», ou dizia isto ou aparecia isto no ecrã:

Ora digam lá se não era mais agradável... Era sim senhor!!!!
(Pode ampliar-se para efeitos puramente elucidativos!)

Objecto estúpido n.º4: O telemóvel. É um aparelho que faz mais ou menos tudo. Só não vai à casa-de-banho. Para já...
Cena estúpida do dito objecto: Merda a mais! Normalmente um gajo o que faz? Gaba o telemóvel! «Ah e tal tem máquina fotográfica de 2 MP, MMS, SMS, é 3G, tem MP3, rádio com RDS»... Eu normalmente pergunto: «E faz chamadas?».
Cena que o objecto fazia se fosse inventado em Portugal: Fazer não fazia... mas se fosse inventado em Portugal tinha tecto de abrir, ABS, ESP, vidros eléctricos, Ar condicionado, etc.

Conclusão:
Até os objectos que utilizamos todos os dias são estúpidos... E andámos nós a pagar um balúrdio por eles e, afinal, são mais estúpidos que uma galinha antes de ir pró tacho! Haja paciência!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

segunda-feira, junho 23, 2008

Porque hoje é a noite mais longa do ano... S. João no Puorto CARAGO!

Meus caros, hoje dia 23 é, para quem não sabe, ou para quem anda distraído a olhar para os decotes das moças que andam na rua, é véspera de S. João, ou seja, noite de farra!
Ora, e como muitos sabem, para nós Portistas esta noite é sagrada.... Na nôte de S. João há que beber que nem um canário umas litradas de vinho, comer a boa da sardinha assada com a malta e dar umas marteladas nas gajas boas (salvo seja!).
Para muitos esta é, definitivamente, a noite mais longa do ano! Sempre a dar marteladas (de várias formas e sentidos! hehehe) e a esfregar com o alho porro nas moçoilas que passam!
Pois, mas perguntam vocês, de onde raio vem a moda da martelada?
Pois respondo: A martelada é um hábito que remonta aos tempos em que El-Rei D. Afonso dos Henriques, andava vivo e de boa saúde.
Vivia-se o ano da graça de mil um e trinta e quatro, Afonso-Man com os seus saudosos 25 anos era, de facto o rosto da virilidade!
Porém, vivia atormentado com as preocupações da época: acne e mouros!
Dizia ele: «Ah... raispartam os mouros! Estes mouros são mesmo one big paine in the ass
Afonso Henriques pensava... pensava em tudo e mais alguma coisa mas, é numa noite de S. João, passada no Cais de Gaia, entre canecos, mines e tremoços que tem a brilhante ideia... «VOU CORRE-LOS À MARTELADA!!!!!!!!!!»
Assim, ainda na noite de 23 para 24 começa a enxotar mouros à base do martelo, conseguindo livrar a cidade inbicta da mourisse aguda!
Dizia ele depois da corrida ao mouro: «Que se faça um feriado amanhã (pa descanço com'é óbvio!) e que se celebre a enxotada do mouro à base do martelo com martelinhos de plástico vindos da china (que poderão ser adquiridos numa qualquer loja chinesa da Baixa!)... quem não tiver martelos, que pegue... vá lá... num alho porro e espete com ele na cabeça do seu próximo!»

E assim, nasceu a modinha de dar com o martelo e de se esfregar o alho porro na mona dos que passam!

Portanto, hoje, a malta já tem programa pá taina:
Menu: A sardinha assada, com batatinha a murro ou na broa de milho com vinho tinto a condizer.
Ferramenta: Alho porro na mão esquerda e martelo na mão direita.
Objectivos: Acertar umas bordoadas valentes nos anormais e umas gentis pancadinhas nas gajas boas; Tentar chegar a casa direitinho!... Difícil...
E ainda: Lançar o balãozinho, tentando não incendiar a mata do vizinho; Ver o fogo-de-artifício na Ribeira; Cheirar o manjerico da gaja boa do lado;

Posto isto, resta desejar um bom S. João à malta que frequenta este estaminé!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quinta-feira, junho 12, 2008

Momentos do Portugal Profundo - Bloqueios, banhos checos e outras palermices...

Ora bem, meus caros catraios da vida airada, depois de alguns dias de profunda reflexão, cá estou eu de volta ao estaminé, para vos trazer as últimas de Portugal no mundo.
Ultimamente, meus caros, Portugal tem sido assolado por onda de felicidade crescente, provocada por esses bravos indivíduos que correm atrás da bola na Suíça. Falo-vos da Selecção Nacional e dos nossos jogadores.

Depois de termos dado um banhinho de bola aos Turcos, decidimos que seria porreiro ensinar a jogar os Checos e... voilá... três cavacas contra uma, cá estámos nós, a caminho dos quartos de final, faltando-nos ainda dar uma abada aos Suiços e amandá-los comer chocolates pá serra.

Confesso que o jogo de ontem conseguiu assustar-me à brava:
Primeiro porque o guarda-redes deles, o Chóninhas, decidiu fazer jus ao título de melhor guarda redes do mundo (que duvido) e defendeu duas balastradas do Cristiano e outras tantas do Deco e companhia.
Segundo porque alguns dos jogadores checos armaram-se em bons jogadores.

Aos 7 minutos, depois duma trapalhada ali na área dos «checo-checos» o Deco espeta-lhes a primeira cavaca. Porém, aos 16', um jogador checo que devia tar a precisar que lhe acertassem o passo, marca o golito deles. GANDA FILHO DA P***!!!!!!!!!!

Na segunda parte, depois do 'Socolari' ter dado uma litrada de vinho a martelo misturado com Redbull àquela malta, lá conseguimos marcar mais dois golos, um pelo Cristiano Ronaldo e o outro pelo Quaresma-Man.

Vitória no papo, tempo de falar de coisas estúpidas, e como sabem, desde aqui há alguns dias que a malta dos camiões (sim! Aqueles que andam com calendários datados do ano da graça de mil nove e noventa e oito com a Pamela de mamas à descoberta e com os dizeres no vidro: «Os Camionistas São Simpáticos!») anda em greve.
Esta greve podia até ser uma coisa sem importâcia, porém não sei se devem ter reparado, mas sem camionistas a malta deixa de ter coisas nos supermercados e, sobretudo, deixa de ter gasóil e gásolina nos postos para enfiar nos nossos papa-léguas.

Ora, os nossos valorosos camionistas, homes que andam sempre com o seu poster da Pamela (ou de outra gaja qualquer desde que tenha mamas) atrás do banco, com a bandeira de Portugal virada ao contrário, com o cd do Tone Carreira na faixa do emigrante e com os dizeres «Amor de Mãe» no braço e «Os camionistas são simpáticos» no vidro da viatura, fizeram greve porquê?
Simples. A malta queria uma folgazinha no trabalho, gajas boas na mesa (de preferência as dançarinas do «Calor da Noite») e trinta de cinco contos a mais no salário. Ah... e vinho tinto também! Pronto... também queriam gasóil mais barato.

Pois... mas quem se fode é a malta, que, por causa destes indivíduos teve de perder 3 horas na fila do posto mais próximo só para atestar o depósito!

É nestas alturas que um «Cambada de labregos» se aplicava, mas aposto convosco que este dia até que foi bom para muitos. Aqueles que ainda não tinham tido tempo para ler o «Anita na Floresta», tiverem uma boa oportunidade para o fazer. Aliás, em algumas bombas dava para ter lido a saga da «Anita».

Outros porém, que devido à paralisação (ou greve como lhe queiram chamar) perderam o Portugal-Rep. Checa de ontem, muito certamente arranjaram muitos e variados nomes para atribuir às maezinhas destes camionistas. Aliás, segundo o Chibo de Serviço, foram muitos os que, depois de abastecer o seu rodas, e depois de dar duas apitadelas e duas gazadas como forma de comemoração da vitória de Portugal, dirigiram-se para o viaduto mais próximo para praticar um pouco de tiro ao alvo a alguns camionistas que por ali passassem. Sem êxito, visto que a ideia já tinha sido aplicada horas antes por, imagine-se, camionistas. Ele há coisas levadas da breca.

Conclusão: Meia dúzia de dias depois do início da greve, e outros tantos camiões incendiados, a malta lá chegou a acordo com o Sócras e fim da história.
Fim da história, o caralho! É que se a moda pega, até o padeiro «paralisa» só para dizer que não tem mais farinha!
Eu nem quero saber se a moda chegar às «casas de massagens» (ou bares de alterne, para ser mais chique) como o «Calor da Noite», com reivendicações como: «Queremos o subsídio para acidentes de trabalho!». Isto vai ser bonito!

Bom Santo Antoninho para o leitores Lisboetas! E cuidado com os carteiristas (ex.: Governo)!
Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quinta-feira, junho 05, 2008

Ó Quinhas vai-m'à loja!!... Mas a pé! O preço do "gasóil"...


Caros petizes, depois de ter estado ausente deste mui grande estaminé devido à porra da minha ligação com a Intermete, cá estou eu, Poeta Acácio, para vos trazer as últimas palermices que aconteceram neste país da treta.

É claro que poderia aqui falar da nossa Selecção mas, depois aturar directos e mais directos no Domingo só para mostrar a fronha do Cristiano Ronaldo e do resto da selecção, achei por bem falar de outra coisa. Aliás, as televisões fartaram-se de transmitir coisas e mais coisas do género: «Cristiano vai a sair do autocarro» ou «A Selecção levantou voo!» (etc.), em momentos deveras importantes como daquela vez em que a câmera da SIC estava a focar "aspectos" deveras "grandes" da Floribela (Luciana Abreu para quem anda distraído).
Quando um tipo já estava a achar a emissão do dia da Criança uma coisa espectacular, capaz de amandar com grandes títulos do filme «PáCueca» pela sanita abaixo, eis que a SIC decidia fazer um directo para mostrar o Petit a comer um Pastel de Nata! Da-se!
Pronto... adiante.

Mas o que mais me abalou durante estas últimas semanas, não foi de todo, os grandes planos das mamas da Floribella interrompidos (bom... se calhar abalou um pouquinho...), mas sim, o dinheiro que gastei por meter 10 litros de gasóil no meu AcácioMóbil (essa bomba do asfalto!!!! O meu Opel Corsa do ano da graça de mil nove e noventa e seis!)...
Pa enfiar 10 litros de gasóil, paguei 13,33 aérios!!!!!!!!!! Ide lá roubar pró caralho!!!!!
Da-se!!!!!
Isto levou-me a pensar em duas coisas:
A primeira é que este «roubo» à carteira do Poeta era assunto para colocar no estaminé.
A segunda é que seria altura de pensar quem anda a enfiar a mão na dita carteira e porque é que o gasóleo para os TugasMóveis anda tão caro.

Vejamos:
NOTA: O Poeta queimou muitas calorias a pensar nesta porra e, dado que tamanho fisico não funciona só a água, lá se teve de recorrer ao combustível da ocasião: Mines S/ Tremoços 99!

1.º Há petróil a rodos. Ora se há petróil a rodos, o problema não é da falta do petróil, certo? Certo!

2.º O petróil é negociado a 124 dólares o barril (mais ou menos o preço do garrafão de vinho a martelo), pelo que, dada a qualidade do produto o Poeta acha que é um roubo! Logo, já sabemos onde está o primeiro larápio.

3.º O petróil é comprado, é refinado e depois sai gasolina (calma que não é aquela merda de música do "regatão"), sai o gasóil, sai o gás natural (não, não são peidos!) e mais uma catrafada de coisas sem importância. A refinaria pega no produto refinado e afixa os preços: 47.7 cêntimos para a gasolina a martelo (95 octanas) e 51 cêntimos pelo gasóil (que faz andar o meu AcácioMóbil). Verifica-se roubo? Não!... Quer dizer... Um roubo pequenino... Logo, encontrámos o 2.º ladrão!

4.º O Estado, aplica uma catrafada de impostos sobre o líquido-que-faz-andar-carripainas e o preço... UPA, UPA! Puxadote! A gasólina fica a cerca de 1.44 € e o gasóil a cerca de 1.33 €... Bom... o 3.º ladrão também já deu a cara!

Ora encontrados os resultados o Poeta concluiu que:
1.º Apresentar conclusões dá trabalho e exige muito do corpo e da mente, por isso, devemos atestar o depósito recorrendo a mais Mines S/ Tremoços 99;

2.º Esta malta deve andar mal dos cornos e pensa que os portugueses andam na profissão deles, roubando para lhes dar;

3.º Se esta porra não baixa, a gente vai começar a ficar mais magra e elegante, dado que vamos começar a andar a pé mais vezes;

4.º Se o 3º ponto não se verificar, é porque essa malta tem um burro e uma carroça.

Portanto meus caros petizes, tiradas as minhas conclusões acerca desta porra, há conselhos úteis a dar:
1.º Não interrompam mais momentos de reflexão profunda do Acácio durante a visualização de programas didáticos em que aparece a Floribella para mostrar as pernas do Cristiano Ronaldo;

2.º Andar a pé faz bem, e por isso, temos que nos mentalizar que a partir de agora será o nosso meio de transporte!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, maio 20, 2008

Sinais de fumo... estupidez ou desconhecimento total, eis a questão!

Ora bem, meus caros catraios, passados alguns dias desde a última pescada botada aqui no meu mui estupendo (e estúpido) estaminé, lá me amandei à busca de novas palermices que se tenham passado neste nosso Portugal... e olhem que não tive de procurar muito!
Aqui há dias, abro o jornal Público e leio a notícia que para sempre mudará a minha singela e pacata vida: «Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas».

Ah diabo... C'oa breca! Atão eu que gosto tanto do nosso Sócras!


Tudo começou quando Sócras, o nosso primeiro, decide fazer uma viajem até à Venezuela para dar um bacalhau ao shôr Chaves. Sócras vira-se para Ambrósio:

«Ai, Ambrosio, apetecia-me ir à Venezuela cumprimentar o meu amigo Chavez! Tira-me o SócratesMóbil da garagem! Ah... e manda fretar um avião na TAP!"»

Ao que Ambrosio responde:

«É para já, milorde!»

«Ah!... E traz-me também algo doce!»

«Como queira, milorde!»

Até aqui tudo bem. Porém, durante o voo eis que se lhe invade um desejo súbito de fumar um cigarrinho. Lá se vira para o seu ministro, Manuel Pinho e diz:

«Ó Pinho, anda até ali à zona do WC fumar um cigarrinho!»

Diz Pinho:

«Bora lá!»

Ignorando toda e qualquer lei, Sócras e Pinho lá sacam do cigarrinho e bora lá fumar.

Porém toda a coisa seria descoberta, pois fumar num avião cheio de jornalistas na parte de trás e, com o nosso Chibo De Serviço a bordo não é, de todo, a melhor ideia.
Eis que o nosso Chibo sente o odor a qualquer coisa no ar. Lá se dirige até à zona onde está o WC para puxar o autoclismo (visto que tinha ido arrear o calhau momentos antes e não tinha ideia de o ter puxado) e, eis que se depara com o nosso primeiro e Pinho a fumar. Não pressentindo a presença do nosso Chibo, lá continuam na passa.


Eis o que o nosso Chibo concluiu e que relatou à Poeta Acácio Produções, depois de ter estado à no backstage a micar toda a trama:
«O nosso primeiro tava a fumar um cigarrinho mais o shôr Pinho, e curiosamente, o cheiro que pairava no ar - dada a minha experiência na matéria - também parecia pinho! Achei mal! Se fosse eu, tinha posto umas folhinhas de louro pa cortar um pouco o sabor é que, normalmente, só o pinho provoca um mal-estar dos diabos!»
Ora pois, dada a experiência do nosso perito (ou para ser mais chique expert), eu nem barafustei e comi a historieta.


Dias depois desta treta toda, Sócras lá dá uma entrevista dizendo:

«Ter fumado no avião, não foi porreiro, pá! Confesso que não sabia de nenhuma lei que proibia o fumo nos aviões! Aliás, peço desde já desculpa a todos os portugueses e prometo que vou deixar de fumar!»


Ora bem, há coisas a retirar deste piqueno incidente:

1.º O nosso governo faz as leis à revelia do nosso primeiro e, lá está, embora seja o primeiro, é sempre o último a saber das coisas.

2.º As hospedeiras podiam ter ido até à zona do WC e pegado no nosso primeiro e no Pinho e podiam tê-los amandado fumar lá para fora... quanto mais não fosse para as asas do avião!

3.º É de louvar o gesto do nosso Sócras... Podia era ter dito que também deixava o poleiro, é que a gente não se importava nadinha!

4.º (E para não duvidarem da palavra do nosso Chibo) O nosso primeiro passou por um mal-estar tremendo no passado fim-de-semana devido a quê? Ao excesso de pinho!


Portanto meus caros, isto de fumar às escondidas começa a ser um «frete», e dá sempre pró torto!

Ah... e nunca se esqueçam das sábias palavras do nosso Chibo: Pinho sim! Mas com folhinhas de louro!


Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)


TENHO DITO


quinta-feira, maio 08, 2008

O novo acordo ortográfico para totós... Coisas que só podiam acontecer em Portugal

Meus caros catraios, no rescaldo da tainada que comemorou os 2 anos passados desde a abertura deste estaminé ao público em geral, cá estou eu para vos trazer mais palermices e mais coisas estúpidas que só num país chamado Portugal podiam acontecer.
Ora desta vez, não comentarei os balázios que um indivíduo aqui de Lousada levou depois de uma alegada sardinhada com tintol à mistura, nem sequer da crise que vive o Boavista FC depois do caso do suposto investidor-teso.
Pois bem, o que me traz aqui hoje, é afinal o assunto do momento, o assunto que tem andado pela boca dos portugueses e que, inevitavelmente, tem posto a cabeça em água a muito labrego e Zé Portuga espalhado pelo nosso Portugal. Falo-vos então do Acordo Ortográfico.
Para que serve então um acordo ortográfico?
De um ponto de vista, um acordo ortográfico serve para que todos os países, com uma língua em comum, escrevam da mesma forma (como no caso de Portugal e dos PLOP), num outro ponto de vista, só serve para baralhar as ideias e foder uma coisa que por norma estava bem.
Vejam-se algumas modificações na morfologia de certas palavras após a introdução do Acordo Ortográfico:

Facto - fato (pode bem ser um «fato»-de-treino, ou mesmo, mesmo, um «fato»)
Actual - atual (depois de todas as palavras serem «atualizadas», vai ser tudo uma complicação do catano)
Óptimo - ótimo...
(...)

Meus caros, há de facto uma alteração nas palavras. Alteração que me leva a pensar duas coisas:
A primeira é que vamos ter de nos habituar a ver novelas brasileiras noite dentro;
A segunda é que vamos ter de aprender a fazer Muquecas que, inevitavelmente, substituirão o nosso Bacalhau com Todos.
A terceira (peço desculpa, mas afinal são três coisas), é que o Zarolho (a.k.a. Camões) e o Afonso Henriques devem, sem dúvida alguma, estar a dar voltas e voltas nas suas respectivas campas.
Andou o Zarolho a fumar ganzas de má qualidade só para escrever um calhamaço a enaltecer os tugas e a sua língua, e o Afonsinho a dar mocadas nos espanhóis e nos mouros (Benfiquistas à parte!), para agora vir um Sócras e dar cabo de tudo o que era Luso!

Pergunto: Para quê mudar um idioma e assinar a merda de um acordo quando nós tínhamos um idioma próprio que já era escrito e falado de forma personalizada?
Vejamos:
  • Uma velhota que estava aqui há dias no comboio, e que certamente vinha do Marco de Canavezes, disse: «O meu neto foi à psicólia!» (Psicóloga);
  • Outro caso é de outra senhora da mesma região ter dito: «O meu filho carrega o telemoile com 20 eiros!»;
  • E outra ainda disse: «O presuinto que o meu filho serviu no casameito era de um puorco de pata preta!»
  • Há também uma senhora de avançada idade que, em amena cavaqueira disse: «Agora os condutores já não podem usar o telemóvel! Agora têm de usar o irocular!» (Auricular);
  • E há também quem já tenha dito: «Eu agora não posso bober auga!» e um «Passa-me aí o Frissumo!»;
  • Ah... e existe aquela célebre frase: «A mim o que me assusta mais é o câncaro!» e ainda aquela «As alfácias fazem bem ao castrol e ao pelo!».
Dois exemplos das alterações actuais ao idioma português! Em vias de extinção!

Segundo fonte próxima de mim (o chibo de serviço, é claro) afirmou que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, disse:
«Estou f**ido!!!!! Vou ter de aprender a falar!».

A crise chegou também às mensagens de telemóvel! Os putos começaram a ficar baralhados com palavras como "lol", "chuac","oi", "kisses", "amña" visto que não sabem como se escrevem segundo o novo acordo.

Coisas tão corriqueiras como um "vou à retrete arriar o calhau!" ou um "deixa-me vestir o fato!" serão substituídas por um "vou ao banheiro fazer um côcô!" e "me deixa vestir o terno!".

Enfim!

Portanto petizes, o melhor que têm a fazer é adquirirem um dicionário qualquer escrito em brasileiro porque há que estar atualizado e há que saber escrever!

Tenham juízo!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

sexta-feira, maio 02, 2008

O Iludências Aparudem vai ao salão de beleza!... Coisas mínimas e sem importância!

Ora bem, meus caros, depois de tanto ver a minha fronha a aparecer no topo do estaminé, decidi fazer a modos que um lifting que, para quem não sabe, consiste em esticar umas peles aqui e ali para tornar - normalmente - as fronhas mais jovens!
Ora como aqui o poeta mais famoso (ou não) de todo o Portugal e arredores é, sem margem para dúvidas, um tipo prá-frentex, decidiu então por bem, fazer uma remodelação ao estaminé, começando pelo banner (aquela bodega que pisca no topo da página) e acabando no logótipo do Iludências (que me parece nunca ter existido).
Esteja descançado o petiz português, porque palermice e coisa estúpida não haverá de faltar neste mui bonito estaminé! A não ser é claro se, numa eventualidade do destino a figura que protagoniza o mui valoroso Zé Portuga deixasse de fazer bosta! Isso meus caros, era a morte do artista e levar-me-ia à falência!

Pois, mas a catraiada pergunta:
«Ó Poeta! Atão ó despôs de tu me teres avariado o meu chaço devido ao aparecimento da tua fronha, e já depois de eu estar habituado à inevitabilidade de a ver sempre que aqui dava um pulo, atão vais agora esticar as peles ao foçinho? Já viste o transtorno que nos causaste?»

Pois mas o problema é que devido a essa mesma cara, até o meu chaço deu o berro e, como medida de precaução - não fosse o diabo teçê-las - à que botar as mãos ao trabalho e fazer um liftingmultióescluritowebalistico - que é como quem diz, decidi-foder-esta-merda-toda-e-alterar-esta-porra - para atraír mais visitantes.

Ora, por detrás (literalmente falando) desta mariquice toda vem bosta! E de que bosta támos a falar? Da comemoração do 2º aniversário do estaminé!

Ou seja, como este estabelecimento, onde tudo o que é artigo abunda de uma enorme quantidade de palermice, comemora 2 anos de existência, decidi presentear os meus queridos petizes com uma nova carantonha! E, sejamos modestos, que até ficou bem catita!...

A parte emocional, e também um pouco abichanada, vem agora:
Abraços pós gajos: Moyle, Primo Mouco, Zé Manel, Zé das Couves, Diogo, AcidoCloridrix, OSátiro e também ao mais recente visitante, o Arthur Dayne.
Para as catraias, beijos: Pourpre, TigreMia, TigreNês, Daniela, Sara Morgado, Nariz Empinado, Gaja Boa 1 & Gaja Boa 2, Lara, Karlah, Carla, Damas do Sinal, AFresquinha, Cavaleiros do Apocalipse, e as meninas mais recentes: Violette*, Ana Teles, Catita Anónima, Jiminy_Cricket e Soya Toya.
Na comemoração dos 2 anos de existência do estaminé será seguido o menu habitual da taina: a bela da febra no pão, acompanhada com verde, tinto ou gerupiga!
Há Champomi para os mais piquenos!
Vamos ter gajas nuas, cantares ao desafio e a final do concurso de peidos... perdão... de flatulência.
Também temos Karalhoque para quem se quiser escaganiçar todo a cantar as musicas da Gata e da Florbela!

No que toca a palermices, essas voltam já prá semana, depois da taina.
Forçinha na verga é o que eu desejo e que ninguém se aleije!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

sábado, abril 19, 2008

PSD em crise... Abre a época da caça ao tacho...

Meus caros petizes, depois de ter comentado a recente crise no Benfica, achei interessante comentar outra crise.
Desta vez, podia falar novamente do Benfica, fazendo uma piquena alusão ao facto de tão grande equipa ter estado a ganhar por 2-0 nesse brilhante jogo da taça (o Benfica-Sporting de quarta-feira) e depois do intervalo, embuidos do espirito ganhador, ou quiçá, de uma tremenda bebedeira, terem apanhado 5 golos em apenas 27 minutos... Podia eventualmente falar da visita do «Papa Bento» (acho que este Santo Padre tem um nome espectacular para os trocadilhos) ter ido visitar os States... mas, acho que seria um tremendo desperdiçio deixar escapar uma opurtunidade para falar da crise que tem abalado o maior partido de direita português, o PPD-PSD (como diz o Santana).
Atão e perguntam os catraios mais desatentos, o que se passa nesse partido?
Pois respondo: Uma balburdia do catano!

Tudo começou aqui há uns dias (mais concretamente há seis meses), Luís Filipe Menezes, ex-presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, embuido de uma boa dose de coragem, decide apresentar a candidatura a presidente do PSD, enfrentando o "mini-presidente" que comandava então os destinos do partido, Luís Marques Mendes...
A guerra foi intensa... durou dias. Qual campeonato de Wrestling que passe num qualquer canal privado qual quê... ele era tudo e mais alguma coisa... só faltou arrancar olhos.
No fim, Menezes sai vitorioso das directas. Logo agenda mudanças.
«-É pá, o laranja é para cocós! O azul é que tá a dar!»
E assim se mudou o logo do partido. Mas, eis que vozes de discórdia se levantam do interior do partido como que corvos em volta de uma carcaça (é pá, confesso que até se me arrepiou a espinha das costas! Apre!).
Logo se começam a engendrar planos para derrubar este presidente... Tudo se disse. Até que, Aguiar Branco dá uma entrevista, assumindo-se como potencial candidato para derrubar o Sócras e, logo se entorna o caldo.
Menezes, farto de tanta cusquice e de tanto serrote decide, e num acto heroico, demite-se e diz que não se volta a candidatar.

Pois é, mas agora é que as coisas vão aquecer... E qual é a receita para umas directas bem quentinhas?
Um tacho, meia dúzia de candidatos e vai a lume brando, mexendo bem para não queimar no fundo...
Ora, e quem são essa meia dúzia (ou mais) de possíveis candidatos ao tacho?
Ora cá vai:

1.º José Aguiar Branco - tem pinta de intelectual, mas cá pra mim é só pinta...

2.º Pedro Passos Coelho - julgo que tem mais pinta para ser caçado do que caçador, mas - trocadilhos à parte - a coisa não dura muito caso este indivíduo seja nomeado presidente do PSD.

3.º Manuela Ferreira Leite - a que tem mais possibilidades de ser escolhida para presidir o PSD.

4.º Prof. Marcelo - O «paineleiro» e comentador no espaço «As escolhas do Marçelo». Se ele tiver juízo, deixa-se estar como comentador, porque actualmente ganha-se mais por se ser um comentador na RTP, do que se se for líder do maior partido da oposição.

5.º Luís Filipe Menezes - Mas quê?! - perguntam vocês - Atão o tipo não se vai candidatar e é um possível candidato? Pois é... mas acham que alguém que está agarrado ao tacho o larga assim de mão beijada? Enganam-se! Basta alguns indivíduos manifestarem o seu apoio e exigirem uma candidatura ao Menezes.... É certinho!

6.º Santana Lopes - JASUS!!!! Mais certo seria vê-lo a gerir uma discoteca em Cascais do que voltar a ver o "Regresso do Rei". Era ver o tempo voltar atrás!

7.º (e a hipótese mais improvável) Eu... Mas se calhar é melhor candidatar-me primeiro a secretário geral do partido e tirar o curso de engenharia civil. Depois disso, candidato-me!

Portanto, se querem um tacho que vos dê dinheiro a rodos, apresentem uma candidatura... vão ver que não se vão arrepender.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quinta-feira, abril 10, 2008

Sport Lisboa e... Orelhas! Coisas da Segunda Circular...

Bom meus caros catraios da vida airada, depois daquela postazita que dava conta do grande feito realizado pelo F.C.P., continuo com a fronha virada pró futebol.

Embora não perceba um caralho da matéria - quer dizer, percebo que o futebol se reduz à significância mais estúpida: vinte e dois palhaços a correr atrás duma bola, e que, quando a têm, passam-na logo - percebo claramente uma coisa: há coisas que até no futebol têm a sua quantidade de estupidez e palermice.

Aqui há dias, o Sport Lisboa e Falhados deslocou-se ao território português (entenda-se Porto, visto que sempre considerei que Lisboa é uma ilha estrangeira) para defrontar o Boavista. Até aqui tudo bem.
Mas, tudo poderia ser melhor se, ao invés do Ben...Ben... foda-se, não me sai a palavra... aquela equipa da segunda circular, a mais fraquita e que joga de cor-de-rosa... pronto! Benfica, ter jogado bem (uma boa merda, claro está) e ter acabado o jogo com, imagine-se, um empate...

Tal resultado, partindo da óptica portista, é uma bosta e tudo tem que ver com dadas paneleirices de certos maricas que só estão ali a correr de um lado para o outro.
O mesmo resultado, partindo de uma óptica benfiquista com uma certa cegueira crónica, deve-se ao árbitro.
Pois é... o culpado é o árbitro!

Que é que esse senhor faz para além de tar com o apito na boca? Rouba, pois claro! Senão vejamos as declarações do Orelhas (a.k.a. Luís Filipe Vieira prós amigos e papá para o Rui Costa):

(...)aquilo que nós constatámos hoje, dentro deste campo, foi uma autêntica vergonha (támos em sintonia, meu caro, realmente eu diria mais, foi uma autêntica bosta!), ou seja, há lances que são facilmente detectáveis fora dum campo quanto mais um árbitro a dois metros não os vê (oferece-lhe um par de óculos... pode ser que mereças um cantinho no processo "Apito Dourado", quer dizer, no processo "Óculos D'Ouro") (...) falo de um lance aos 55 minutos ou aos 57, salvo erro (vá lá ver, atão foi aos 55 ou aos 57? Decide-te!), com o Léo, que é nitidamente, nitidamente (pronto a malta já sabe que é nitido!) rasteirado dentro da área (e fez dói-dói, fez?) à frente do shôr arbitro no qual - não sei o que é que lhe passou... se calhar fechou os olhos naquela altura (pois... era o João Pestana a dizer que tava na horinha de fazer óh-óh).(...) Mas queria dizer-lhes mais que isto ('amanda' lá!). O que se vai passando actualmente no futebol português e aquilo a que se está a assistir, nomeadamente de alguns tempo pra cá (espantoso! não seria de há uns tempos para lá?) há quem queira limpar e há uns que querem manter (pois, a empregada do 3º Dto. faz uma cagada do caralho à porta de casa. Ela quer manter a cagada, os patrões querem é que ela limpe) o que se está a assistir no futebol português. Nós já provámos que queremos que as coisas se esclareçam e se limpem do futebol português (meu caro, a sua forma de falar é que também precisa de ser limpa! Ninguém diz "se limpem do futebol..." mas sim "sejam limpas"), mas neste caso concreto e aquilo que se vai passando é tão grave (o "tão grave" prolonga-se prá aí umas 7 vezes), que os resultados são nitidos... que há viciação de resultados (cá pra mim a pinga que tu mamas-te no camarote VIP também tava viciada), e mais uma vez se constatou isso. É bom que a Judiciária entre em campo (Chamem a polícia! Uam Uam Uam! Chamem a polícia!) e que começe a olhar, e não é muito difícil (pois é só abrir os olhos) basta ver as escutas telefónicas (OUVIR palerma! Basta OUVIR!!!!), começar a seguir determinadas pessoas (...e a cagada continua noite dentro)»

No seguimento destas declarações, o Poeta mais conhecido da catraiada, ouviu dizer por aí, em jeito de cusquice, que o Benfica vai perder 6 pontos. Pois é, não 5, não 4, não 3, mas 6 pontos!
Ao que parece a comissão disciplinar da liga tomou esta decisão depois ouvir as declarações do Orelhas.
Segundo fonte próxima da agencia Poeta Acácio Produções, o presidente da CDL disse: «Depois de ouvir as bacuradas e os pontapés na gramática que este indivíduo disse em apenas 5 minutos de cavaqueira, só tenho uma coisa a dizer... TIREM-LHE 6 PONTOS, JÁ!!!!»

Rui Costa, the maestro man, ou melhor, o tipo dos ferrinhos, depois de ter protagonizado umas cenas de wrestling dentro do túnel de acesso aos balnearios, foi processado pela TVI...
Segundo o chibo de serviço, o director da TVI terá dito após a visualização das fotos: «O WWE só passa na TVI! Se a SportTV quer armários a encenar porrada tudo bem! Mas fora do horário das novelas! Já se viu a quantidade de miudagem que vai perder os "Morangos" só para ir ver uma sessãozita de wrestling? Ah... e quem pensa este gajo que é para vir para aqui distribuir bananos de borla, hem? É o mastro, né? Ele que se vá tocar pró banho! Se quer andar à porrada que venha prá TVI! Temos o WWE e o Fiel ou Infiel!»

Portanto petizes, há certas lições que se devem retirar destas piquenas historietas:
1.º Ser papagaio, não implica não saber falar bem! Para isso, há vários cursos por correspondência bem como cassetes áudio. Se não conseguirem encontrar isso, podem dirigir-se a um qualquer Bazar Chinês que decerto eles têm.

2.º Ser tocador de ferrinhos actualmente não dá direito a ser maestro!

3.º Cuidado com o que dizem e com o que fazem! O chibo que informa o informador do informador de mim mesmo anda aí! Tenham cuidado!

4.º E pegando numa das mais célebres expressões da 'galera' portuguesa:
E queria aqui acrescentar, faxabôr, que isto aqui... que isto aqui, é tudo uma cambada de gatunos, é tudo uma cambada de ladrões e é tudo uma cambada de xupistas!!!!!!

Inde pastar cabras pró monte, seus gandulos!

[Imagem: A nova mascote do Benfica... "A galinha Gervásia Falhada"! por Poeta Acácio]

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO