Quarta-feira, Julho 22, 2009

Coisas levadas da breca... Touradas, ministros e afins... o Poeta Acácio está de volta!!!!

Ailó Portugal!!!! Ailó Mundo!!!! Como é qu'é Charneca???? Quero ouvir!!!! (isto a modos que saiu em jeito de João Baião numa das suas mais palermas manhãs como apresentador de TV)

Meus caros petizes da vida airada, depois de estar... vá lá... há... ora nove menos doze, mais dois vai um, noves fora.... pronto... pra mais de uma semana, sem botar nada aqui neste estaminé, decidi quebrar o silêncio, e voltar às lides da palermice desenfreada.


Bom... perguntar-se-ão os petizes mais atentos, o que terá andado o Poeta mais palerma da blogosfera a fazer nestes ultimos tempos, que nem sequer aqui põe uma postita de pescada à moda das Beiras?

Pois respondo: Bom... tive de me ausentar devido à falta de Casal Garcia, que é como quem diz, faltou-se-me a inspiração... aquela que faz girar o mundo e que torna este espaço de palermice a modos que mais engraçado. Ahhhh... e tive de mudar de fonte de inspiração... agora a fonte de inspiração é a bela da garrafinha de Licor Beirão!!!! (ou qualquer mistura que esteja mais à mão)

Bem sei que desde esse fatídico dia do ano de mil nove e quarenta e seis em que eu, poeta do Desossego Desassossegado me ausentei por tempo indeterminado vós, meus fiéis petizes, me quereis enfiar com uma moca de Rio Maior com ponta de aço na espinha... mas têm que ver que o poeta tem momentos de pura e completa falta de inspiração.

Pronto... mas desculpas e coisas assim à parte vamos ao que interessa!

Desde o meu desaparecimento não anúnciado que muita coisa palerma se passou... O Cristiano Reinaildo foi pó Real Madrid por 93 milhões, o programa da Lucy terminou (o vazio que agora os sábados passaram a ter... não que eu tenha sentido muito... mas os catraios, que adoram as mam... perdão... a Lucy!), a Júlia Pinheiro continua a parecer a sirene da LISNAVE... ahhhh... e diz que agora o Benfica vai ser campeão... cá pra mim no Fifa 2009!

Bom mas o que de mais palerma se passou, estaria reservado não para o Cristiano, não para a Lucy, não para a Sirene da LISNAVE nem sequer para o Orelhas, mas sim... (um momento de suspense também fica sempre bem...).... mais um bocadinho.... XARAMMMM.... pró magnífico MANUEL PINHO, ministro da economia e adepto da bela tourada!!!!!!
Sim esse todo... o que aqui à tempos foi apanhado a fumar dentro de um avião pelo nosso Chibo de Serviço... (sim o Chibo ainda cá anda e manda beijinhos e abraços)

Pois bem, perguntam vocês o que é que o shôr Manel Pinho fez???? Ora foi despedido - respondo eu.
Porquê? Por fazer cornos. (na minha opinião mal feitos... porque cornos bem feitos, é com uma só mão e dedo indicador e mindinho bem esticados!)
A quem? Ora, a toda a bancada do PCP.

Na minha opinião todo o gesto taurino é um acto feito sem pensar... no calor do momento e da discussão. Um gesto infeliz é certo, mas se calhar pode ser compreendido e desculpado.

Para compreendermos este gesto, o A.I.A. chegou a fala com o conceituado professor Xibanga, médium (ou bruxo como preferirem) que tem os seus escritórios na Murrunhenha de Cima.

Depois de três galinhas pretas, dois lançamentos de búzios e uma leitura de cartas (cartas que depois foram utilizadas para a jogatana da Bisca em Pé, que eu ganhei), o professor Xibanga chegou à conclusão que (e passo a citar):

"A partir da leitura das cartas, a carta número doze sugere que aquele gesto deveu-se a um desalinhamento de Marte com Júpiter, quando este ascendia para Saturno, este desalinhamento leva a que algumas pessoas nativas do signo Touro tenham espasmos nos membros superiores, espamos estes que levam a que os dedos indicadores se estiquem e os braços se posicionem junto à cabeça. Já o posicionamento dos búzios indica que aquele gesto se deve à tamanha aficion pelas lides taurinas, e dado que iria decorrer a XI Corrida TVI no Campo Pequeno, aquele gesto servia para, como acontece com o Rock In Rio, dizer «EU VOU À TOURADA!». Mas, pela posição dos galinácios, verificamos que o gesto foi provocado por um simples ataque de palermice aguda!»

Cheguei à conclusão que os vinte aérios que gastei, tinham sido mais bem empregues numa tainada e num carregamento de Beirão, mas também cheguei à conclusão que o gesto foi mesmo provocado por um ataque de palermice aguda.

TENHO DITO

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

P.S.: Na elaboração desta posta de pescada nenhum animal foi maltratado nem torturado. Apenas um para a churrascada que eu e o Xibanga fizemos!

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

Memórias de uma nôte de Revelhóne... Cenas palermas mas com piada...

Meus caros petizes, piquenos e afins (esta parte foi a pedido da queridíssima Liana), cá estou eu, no último dia do ano da graça de 2008 para vos trazer mais cenas do arco da velha.
Pois bem, dado que estamos a poucas horas do novo ano, lá decidi acabar o ano em grande e escrever uma última posta de pescada à lá poeta.

Pois é... mais um ano se passou e a malta mais palermices viu... aliás, atrevo-me a dizer que 2008 foi, em termos de palermice, um ano e peras!!! Começando no todo-poderoso Magalhães e acabando nas horas de dormitar e respectivas calinadas de Mario Lino (esse mestre na arte da palermice!), palermices não faltaram... e o que espero é que estas figuras (tristes por vezes) façam de 2009 um ano mais palerma do que o de 2008!!!

Mas isto não se trata de uma porra tipo «Ano em Revista» como fazem os jornais, TV's e afins deste país. Não!!!... nada disso, esta pescadinha vai abordar as figurinhas tristes de uma nôte de revelhóne (como o próprio título da posta faz transparecer à pequenada que visita este estaminé).

Meus caros, esta noite é, sem dúvida nenhuma a noite das noites. A noite em que um gajo bebe que nem um canário, efectua uma série de rituais palermas, faz uma directa, tenta escapar à bófia, é apanhado pela bófia, fica sem carta e por fim - e para terminar em beleza - acaba à porta das urgências com uma tremenda broa a comer-lhe a cabeça! Tudo por esta ordem! É certinho!!!

Vejamos:

1.
Um gajo normalmente passa o dia de 31 a pensar onde raio é que vai passar a noite: se na Quinta das Manteigas, se no Bar do Vício ou se com a famelga. Bem sei que há uns gajos que já são mais prevenidos e, com um ano de antecedência já tem esta merda toda preparada, mas tradição é tradição! Escolher um sítio pa passar o ano é à última da hora! Mainada.
Ahhhh... e há também aqueles que também escolhem qual o Hospital com as melhores urgências para o tratamento da broa! Chegam até a fazer reserva, não vá o diabo tecêlas.
Pontos importantes na escolha do local são, sem dúvida nenhuma:

Primeiro ponto:
Há gajas boas com fartura?

Segundo ponto:
Há bebidas com fartura?

Terceiro ponto:
Fica perto das urgências? (este último facultativo pois há quem seja certinho e só beba auguinha)

Quarto ponto:
O DJ vai passar Quim Barreiros e mais uma catrafada de músicas de caractér apimbalhado?

2.
Escolhido o local onde se vai passar o ano, chega a tão desejada nôte!!! Ahhh... bora lá pa festa!!!
Sejamos verdadeiros... a primeira cena que a malta faz quando lá chega é ligar o detector-de-gajas-Turbo3000, ó despôs vai reclamar a garrafinha de champagne foleiro a que tem direito (ainda estou a tentar perceber como é que alguém consegue apanhar uma broa com uma garrafinha de Asti Gancia ou de Fita Azul... seja!).... depois é só juntar o útil ao agradável e contrair a broa de fim d'ano. Ahhhh... e fazer-se às gajas a toda a força!!!

3. O problema de se embarcar umas garrafitas de champagne foleiro são os efeitos secundários nefastos provocados! Admitamos que neste dia mesmo quem não sabe dançar, depois de meia dúzia de copos nos cornos, dança! Mesmo que dançar seja sinónimo de parecer uma galinha em época de postura!
A sério! Um gajo faz certas e determinadas figurinhas dignas de serem documentadas em vídeo e postas no YouTubiiii!

4. Ideia principal da noite de passagem d'ano: tentar aguentar o maior tempo possível, com um teor alcoólico no sangue digno de fazer inveja a um barril, com os olhos o mais abertos possível, coisa não aconselhável a meninos! O engraçado desta merda é que passado um tempo já um gajo tá a dormitar no meio da festa e a fazer uma figurinha tão pior quanto a feita na alínea anterior.

5. Um gajo na noite de fim d'ano tem duas preocupações:
Conseguir engatar uma gaja e escapar à bófia.
Enveredemos pela última preocupação (visto que a primeira, devido à bebedeira que um gajo apresenta, nunca resulta)...
Gajo que é gajo, mesmo parecendo um barril, mesmo não conseguindo fazer o quatro e vendo tudo à sua volta mais turvo que uma manhã de nevoeiro decide pegar no seu chaço e desafiar as leis da estupidez! Levar o carro até casa sem bater em ninguém, sem abalroar nenhum caixote do lixo e sem ser apanhado pela bófia!
Tristeza das tristezas! O gajo é apanhado pela bófia!!! Ahhh... e este indivíduo é menino para trazer um gajo no carro que só bebe auguinha, mas quem vai a conduzir é o palerma que nem consegue andar em linha recta!

6. O tipo é apanhado pela bófia, mas, curiosidade das curiosidades, neste dia parece que a bófia consegue tar com uma broa maior do que o gajo em questão.
Nestes dias ouvimos a bófia fazer perguntas tão estúpidas como:
«Você vem de uma festa? E esteve a beber?»
Pois é nestas alturas que apetece dizer: «Nã shôr guarda, eu venho de casa da minha rica avózinha e só bebi um calicezinho de Vinho do Porto! Tivemos a jogar à bisca em pé e o camandro!»
Também é costume não sermos os únicos a sermos parados. Neste dia, a zona onde nos fazem paragem pareçe uma after-hour, com pessoal a ver quem é que consegue bater o seu recorde em matéria de broa! E se há algum que tem 0.5 é catalogado de menino da mamã!
Um gajo, por fim, lá acaba com a carta apreendida e com um tremendo desfalque na conta bancária.

7. Para terminar em beleza um gajo tá a chegar a casa e, proeza das proezas, entra em coma alcoólico!!! Resultado: Vai parar às Urgências do hospital da terriola com uma tremenda nassa provocada pelas terríveis garrafinhas de espumante rasca! Findo este dia fatídico (o primeiro do ano) um gajo vai para casa com ela fisgada: «Pó ano consigo fazer melhor!»
Portanto pequenada, neste dia que é o último do ano, "tomainde" as devidas precauções: Não façais figurinhas tristes, não "bobais" como se não houvesse amanhã e deixai o chóninhas que tem fobia a bebidas alcoólicas levar o carro!

Bom Ano e cuidado com as espinhas do bacalhau!!!

P.S.: E não se esqueçam de vestir a bela da cuequinha azul!!!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Sábado, Dezembro 20, 2008

Razões que fazem com que o Natal seja... como lhe ei-de eu chamar?... ahhhh... palerma!

Ora pois meus caros petizes, cá estou eu, Poeta Acácio em toda a sua pomposidade (atenção, eu disse pomposidade e não «popotizade»...) para vos trazer mais uma resma de coisas levadas da breca.

Bem sei que há já alguns tempos que ando desaparecido, mas deverão os petizes pois compreender que tudo se deve à quebra na produção da Casal Garcia (pois é... até na auguinha da uva a crise bate... vá lá, vá lá que ainda não me converti à Macieira! O poeta era incapaz de cometer tal acto... a não ser que a Macieira viesse em copo aquecido!). Também já há uns tempos que sei que muitos de vós me querem acertar valentes bordoadas na zona lombar, mas vejam as coisas pelo lado mais positivo da coisa: é Natal, paz e amor e boas festas, etc., etc.
Bom, mas o que me traz aqui a este grandioso estabelecimento de distribuição da boa disposição aos petizes de boa vontade é, como não podia deixar de ser, a quadra natalícia.
Eu sei que era pra falar da merda de ideia de colocarem a Popota como protagonista de alguns filmes bem conhecidos mas, dada a proximidade da data achei que era, vá lá... estupido demais falar da Popota numa altura que se quer de boa disposição e não de internamentos em massa na «UVMP» (Unidade de Vítimas das Músicas da Popota).
Adiante...
Como estava eu a dizer, o tema desta posta de bacalhau (temos que enquadrar o estaminé e o palavreado utilizado no espirito da coisa) é o Natal.
Caríssimos catraios, pois o Natal, há uma boa catrafada de anos que se assemelha... como direi... - não querendo ferir susceptibilidades (nem querendo que os mais novos fiquem assustados) - a uma coisa estúpida.
Vejamos:
1.º Os dias que antecedem o dia de Natal são engraçados... a malta lembra-se à última da hora do filho do tio da Manela que é irmã da Jervásia que andou com aquela (a outra) na escola, e... PUMBA... um gajo arrota um balúrdio pa não ficar mal visto.

2.º Há sempre um ritual do catano no Natal... Reparem que em todas as famelgas há sempre aguém que decide fazer uso da sua inteligência e oferecer algo completamente fora do habitual: peúgas (normalmente dos cheneses)!... Quem - pergunto eu - não terá já recebido um par de peúgas (brancas, aos quadradinhos castanhos), hem?

3.º Roupa interior... Não sei que estupôr criou a moda de oferecer roupa interior (nomeadamente camisolas interiores cabiadas aos furinhos... tipo azeiteiro!) à malta, mas só lhe desejo uma coisa: HAVIA DE TE CRESCER UM PINHEIRO DE NATAL NO CU!!!! COM ENFEITES E TUDO!!!! SEU GANZÓNIAS!!!!

4.º O Pai Natal. Meus amigos... eu sei que muitos lhe acham piada, o acham ternurento devido à sua magnifica pança e às renas e tal e tal... eu só acho-o estúpido. Quem, já com uma idade avançada tem a merda de ideia de andar numa noite fria PQP (p**a-que-p**iu), a distribuir presentes pela criançada??? Ninguém!!! Normalmente a essa hora vai pá caminha aquecer-se, ou então tá com a famelga toda a atacar a toda a força a travessa das filhós. Ahhh... e ainda me têm de explicar como é que alguém com uma pança daquelas consegue enfiar-se nas chaminés e não ficar entalado...

5.º As músicas de Natal. Amigos... eu tou farto de ouvir a merda das músicas de Natal!!!! A sério... vou pó metro, músicas de natal. Chego à estação... músicas de natal! No comboio... idem. Já para não falar dos coros de Natal que de quando em vez estão à porta do Via Catarina... vá lá que têm são constituídos por elementos do sexo feminino com uma constituição óssea consideravelmente boa mas... por amor da Santa!!!! Párem com a merda das músicas!!!! Deprimem um gajo pa caralh*!!!!!

Portanto meus caros, tende em atenção... não andeis por aí a cantar músicas de Natal, a pedir prendas ao São Claus nem a ofereçer peúgas e roupa interior... podeis cair na estupidez profunda e nunca mais de lá sair!!!...

Ahhh.... e Boas Festas (de preferência pelo corpo todo)

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Domingo, Novembro 23, 2008

Coisas que só acontecem no Natal... Hinos à estupidez profunda...

Olá caríssimos petizes da vida airada!!!!... Cá estou eu mais uma vez junto de vós neste meu famoso estaminé, para vos trazer mais uma catrafada de cenas levadas da breca.
Bom... bem sei que estamos em Novembro e ainda faltam alguns dias para o Natal, mas tendo em conta que as musiquetas de Natal e os anúncios para catraios alusivos a Nenucos já são coisa comum desde meados de Setembro, acho que já vou tarde na minha reflexão acerca da estupidez da quadra... mas como já dizia o outro, mais vale tarde que nunca!
E é por isso que cá estou...
Hoje, meus caros, vou falar-vos da Popota! Sim... da Popota! Porquê? - perguntam vocês já meio aterrorizados...
Porque fui desafiado pela Fräulein Veilchen, a fazer uma piquena observação acerca desta personage que nos aterroriza vais para quatro ou cinco anos (ahhh... e porque a Popota é estupida).
Adiante...
Para podermos falar acerca deste animal falante temos de recuar no tempo até ao ano louco de mil nove e sessenta e seis. Zé Arrebimbomalho, dono de uma piquena mercearia no centro da freguesia de Arregáçamos de Cima, concelho da Morrunhenha, no interior profundo e esquecido, depara-se com um valente 31: o shôr Manel Vinte-Cinco decide abrir o seu próprio estabelecimento comercial, na mesma freguesia (só que na porta ao lado, mesmo em frente ao pelourinho onde os presos levavam as chibatadas em tempos puta-que-pariu) com venda avulso de vinho a martelo.
Mas que grande 31 tem o shôr Zé Arrebimbas (como todos carinhosamente o chamavam) de resolver!
Diz Zé Arrebimbas: «Dasse lá o caralhe do home... andava eu aqui a vender as minhas sopas de cavalo cansado e aquele diabo vem abrir o estaminé aqui ao lado! Pera lá que já ta fodo!»
E logo começa o plano para acabar com o negócio do shôr Manel.
Zé, conhecido também pelo seu génio maléfico para criar personagens terriveis (casos do «Yuri, o chóninhas sem orelhas» ou mesmo «Ursólides, o urso sem cabeça»), decide pegar na sua imaginação e criar um boneco maléfico que conseguisse atrair clientela ao seu estaminé.
Ele pensou arduamente mas, é numa ida ao Zoo da Morrunhenha que, por entre macacos, chimpanzés e elefantes com três olhos que vê a personagem perfeita: uma hipopotama!
«- É isso!!!! Vou criar uma personage chamada Popota!!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH» (isto assemelha-se a uma gargalhada maléfica daquelas puxadas ao cu....)
O que é certo é que, a coisa teve tanto sucesso que, passados dois dias, o shôr Manel fechava o seu estabelecimento comercial de venda de vinho a martelo avulso, não por causa da ASAE, não porque o vinho a martelo fizesse mal aos intestinos mas... por causa da hipopotama Popota.
Nesse mesmo dia, Zé Arrebimbas decide registar a patente da hipopotama destruidora de negócios!
Mas tarde, a SONAE compra a patente e decide transformar a Popota na arqui-rival da passaróla Leopoldina!
Esta luta tem sido renhida, porém, devido à musiqueta que já tem teias de aranha e, curiosamente, é sempre a mesma, Leopoldina tem marcado sempre mais pontos junto da criançada.
Leopoldina arranja sempre aliados na sua luta contra Popota. A exemplo disso temos a super Tartaruga Bebé que no ano passado lutava ao lado de Leopoldina.
Porém, Popota também já arranjou um aliado nesta luta interminável: Tone Carreira!

Quem sairá vitorioso nesta luta interminável? Leopoldina e a sua brava Tartaruga? Popota e seu companheiro Tone? Não percam o próximo episódio, porque nós também não!

Ah... no próximo post não percam a resposta à pergunta «Porque raio é que a Popota faz de protagonista de filmes como o "Pulp Fiction"?»

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Domingo, Novembro 16, 2008

As múltiplas utilizações do Magalhães... observação estúpida acerca da estupidez do momento

Meus caros, semanas largas passadas desde a última posta que aqui coloquei, cá estou eu, Poeta Acácio para vos trazer mais uma data de palermices fresquinhas.

Bem sei que desde Julho que ando a merecer umas bordoadas no lombo visto que tenho aparecido menos vezes aqui no estaminé, mas têm de compreender que a imaginação do poeta só funcemina depois de embarcadas três ou quatro Casal Garcia... pronto... cinco e não se fala mais nisso... o problema é que ultimamente a produção tá fraca. Bom... a crise toca a todos!
Adiante...
O que me traz hoje aqui à presença dos meus valorosos petizes é o assunto do momento: O computador Magalhães!!!!!
Bem sei que podia focar outros assuntos como a chegada das irritantes musiquetas alusivas ao Natal. Sei que podia aqui falar do programa da Lucy e do seu espectacular guarda-roupa, ou quiçá, do anúncio da Popota, mas não! O assunto do momento, mais importante que as mamas da Lucy, mais do que a merda de musica que inventaram pá Popota e do que o Nenuco que anda, diz mamã e faz chichi é, sem dúvida alguma, o Magalhães!
E com razão! Ora vejamos:
O Magalhães é sem duvida nenhuma (como já tinha aqui dito à umas postas atrás) um computador moderno e cheio de engenhocas (ou gadjets pa ser mais intelectual). Tem um nome engraçado (em homenagem a um gajo que andou a dar a volta ao mundo) e, imagine-se, é 100 % português (na parte da montagem é claro! Portugal ainda não é assim tãaaaao avançado!)!
Mas, para além disto tudo é, um verdadeiro multifunções, todo-o-terreno, multi-usos... passemos então à explicação propriamente dita:

1.º O Magalhães é uma torradeira.
Este briquedinho consegue fazer tostas mistas e, pasme-se, ainda lhes põe molho de francesinha! Uma verdadeira maravilha para as donas de casa e gajos que não sabem cozinhar! Fantástico!

2.º O Magalhães pode ser utilizado como arma de arremesso.
Este maravilhoso objecto pode ser utilizado em situações de extrema necessidade em legítima defesa, ou mesmo mesmo para deixar um tipo derriadinho das cruzes. Supondo que estamos a ser vítimas de carjaking, apontamos o Magalhães, balançamos o braço e atiramos o computador... é instantâneo! Passados 2 segundos já o assaltante (ou carjaquer) está a rebolar no chão por lhe termos acertado no tomate esquerdo.

3.º O Magalhães é uma tábua de cozinha.
Mais uma vez, o magnífico Magalhães pode ser utilizado nas lides da cozinha, podendo ser utilizado para cortar couve, beterraba, cenoura ou mesmo os dedos se tiver distraído, tudo sem cagar a banca da cozinha! Fantástico!

4.º O Magalhães serve de bandeja!
Está em casa e, de repente, batem-lhe à porta aquelas melgas do catano que costumam aparecer quando um gajo tá sem pachorra para os aturar. Queremos servir-lhes um copinho de água (sim porque a vida não tá pa luxos! querem uísque vão à taberna do shôr Manel), mas necessitamos de uma bandeja catita para não parecermos foleiros... O Magalhães do petiz é a salvação!!! Resistente ao choque e a água com cloro, o Magalhães é o objecto ideal para se não parecer foleiro!

5.º O Magalhães é um mata-moscas.
Quando se quiser livrar daqueles mosquitos endiabrados que lhe têm cagado os moveis todos e lhe fazem um barulho do camandro, o Magalhães é a solução para si! Com a sua protecção e a sua pega amovível, pode atirá-lo ao mosquito. Em segundos terá a sua casa livre de mosquitada! Magalhães... e vai-te embora ó melga!!!

6.º O Magalhães é uma boa estratégia de marketing.
Está numa cimeira ibero-americana e não sabe o que deve dizer! Falar do Ronaldo e do Figo fica-lhe um bocado fora-de-mão e falar do estado da economia é uma chatice! Pois o Magalhães é a solução ideal para um «Pá» que precisa de meter paleio! As suas fantásticas possibilidades e a sua robustez comprovada cientificamente por Hugo Chavéz, dão-lhe paleio suficiente para mais de 2 horas!!!!

Estas são algumas das possibilidades desta fabulosa maquineta, mas existem mais... mas isso são cenas dos próximos episódios!

Portanto petizes, se querem um computador multiusos que vos põe molho de francesinha na vossa tosta mista, e que ainda por cima, pode ser atirado a carjaquers, não hesitem! Peçam já aos vossos papás e mamãs o vosso Magalhães!!!!
As primeiras 25 chamadas receberão grátis um magnífico frigorífico a lenha!!!!!

Não dispensa a leitura do folheto. Em caso de persistência dos sintomas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Sábado, Outubro 25, 2008

Teoria amorosa segundo o Poeta Acácio... uma desassossegante teoria a não ser seguida (Parte 1 de... vá lá... meia dúzia)


Meus caros catraios, em primeiro lugar devo pedir desculpa pela minha prolongada ausência das minhas tão famosas postas neste estaminé comercial. Tudo se deve à porra de vida de estudante que mal dá pa comer... mas pa fazer exercício e ficar na linha, upa, upa!... Bem sei que há umas semanas que ando a merecer uma data de bordoadas desferidas por uma moca de Rio Maior com ponta de aço no meu tão pouco estimado lombo, mas têm de compreender que, depois de passar um dia a estudar algoritmos e a merda que o valha, um gajo olha pó PC e diz: "Foda-se... tou cansado que nem a pestana consigo abrir... mas amanhã ponho lá qualquer coisita!"... O engraçado é que nem amanhã, nem depois de amanhã, nem depois de depois de amanhã...

Em segundo, devo também pedir desculpa aos meus queridíssimos petizes que me costumam frequentar por já não comentar há uma data de tempo... As razões são as mesmas: Falta de tempo, algoritmos, cagadas, etc., etc., etc...

Bom... mas isso são águas passadas e já cá estou para vos trazer mais uma data de palermices em jeito de teoria a la poeta...

Pois bem, hoje pa variar decidi virar-me pó tema do amor, embora a época das paixonetas já tenha acabado, por uma razão muito interessante (ou não... dependendo do ponto de vista)...

Não, o poeta não anda apaixonado, com o coração literalmente a bater mais forte quando vê uma determinada dama, porque o poeta não tem tempo para isso (=algoritmos) - embora, a falta de tempo não implique a cegueira compulsiva - mas, nos últimos tempos o poeta anda assim pó melancólico, com um certo sentimento a crescer no coração (mais concretamente no ventrículo esquerdo) que faz com que fale de cenas completa e profundamente... vá lá... lamechas!

Bom... o amor sempre foi encarado como uma cena lamechas... quer dizer... os homens consideram o assunto profundamente lamechas, as mulheres (talvez por terem mais sensibilidade pá coisa) consideram um tema interessante, bonito e algumas vezes, fofinho.
Mas tudo na vida tem uma razão de ser... e é aí que começa a teoria do Acácio... na forma como cada sexo vê o amor...

Vejamos... o homem tem uma concepção muito elaborada do amor. Com uma definição própria da palavra, o homem utiliza-a à risca, seguindo os mandamentos de São Jervásio:
1. Segue o teu caminho como se nada fosse... se te aparecer uma bifa... apaixona-te.

2. Vai ao bar beber um copo e se vires uma miúda gira no bar, paga-lhe um copo e... apaixona-te.

3. Se vires uma miúda vestida com um cinto largo, manda um piropo à trolha e... apaixona-te.

Etc., etc., etc... é curioso que tudo isto é seguido à risca... por vezes tudo ao mesmo tempo... e encaixa na perfeição na definição (concebida no ano de mil nove e quarenta e dois às duas da tarde de uma sexta-feira): «O homem não sente amor... interessa-se!».
Ora, segundo esta definição, o homem nunca se apaixona.... deixa transparecer um certo interesse vá lá, mas paixão não!

No caso das mulheres a coisa têm um grau de complexidade elevadíssimo. Na escala de Complexidade da Mente Feminina Modificada, consegue bater questões como: Porque é que as miúdas vão à casa de banho juntas? ou a célebre Porque é que a mala das senhoras parece uma caixa de ferramentas?.

O amor na sua definição mais feminina é «uma coisa fofinha, queriduxa, que deve ser levada a sério. A paixão é ainda mais gira.» e, tal como no caso dos homens, tem também certos mandamentos elaborados por Santa Eustáquia de Arrais de Cima:
1. A míuda vai no passeio, vê passar um gajo bem giro, com uns abdominais todos bem feitinhos, com uma fronha uau, mas não lhe liga nenhum... deve manter o grau de dificuldade... se o voltar a encontrar, mostra algum interesse (não muito), se ele a convidar para sair deve mostrar alguma indisponibilidade, mas deve aceitar e só lá para a frente na cronologia é que se apaixona.

2. A miúda tá num bar, e há um gajo que lhe está a olhar para o rabo... em momento algum se deve apaixonar por este indivíduo pois se ele olha para o teu rabo, o que não fará se vir outros?.

3. Em todas as situações possiveis e imaginarias a miúda deve mostrar-se difícil.

O curioso da gaja é que tem, na realidade, momentos em que se mostra totalmente disponível e noutros porém, uma indisponibilidade tal que leva a que um gajo se desligue da paixoneta.

Portanto meus caros, segui os sabios conselhos do Poeta Acácio:
1. Não olheis para os rabos alheios.

2. Não vos interesseis pela primeira gaja que se vos apareça à frente das vistas. O normal é dar em caca.

No caso das minhas queridas catraias, só aconselho o seguinte:
Sejai um pouquinho menos difíceis... é que tentar conquistar uma gaja tem-se demostrado um trabalho cada vez mais difícil de conseguir.

Nota:
Em momento algum o Acácio deve ser levado como um poeta lamechas... um romântico talvez, lamechas é que não... se o disserem, poderão habilitar-se a ganhar um valente par de estalos.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Quinta-feira, Outubro 09, 2008

O cartaz ideal para colocar em Entrecampos... O poeta Acácio dá-lhe à brava (ou se calhar não!)...


No caso de não conseguirem ler as palermices escritas,
carreguem na imagem para ampliar que eu deixo...


Nota:
Qualquer semelhança com um qualquer outro cartaz que se vos apareça à frente dos olhos é, sem dúvida alguma, pura coincidência!...

Outra nota:
Já agora... podem também deixar sugestões para novos calhaus!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Terça-feira, Setembro 30, 2008

Um piqueno passo pró «engenheiro», um grande passo para a estupidez... A revolta dos «Magalhães»

Meus caros petizes, duas semanas passadas depois da última pescadinha de rabo na boca (literalmente falando é claro), cá estou eu para vos trazer mais uma bela observação acerca de qualquer coisa mais ou menos importante mas que, como sempre, vem carregada de uma profunda quantidade de palermice e estupidez agudas.
O que me traz aqui hoje à presença de tão nobres petizes é o assunto do momento... Bem podia falar de coisas mais importantes como os assaltos às gasolineiras (que ultimamente parece que estão na moda), dos assaltos a bancos (que já leva os assaltantes a um outro nível de adrenalina), dos assaltos a tribunais (que actualmente são os mais fáceis de realizar), ou mesmo mesmo, dos assaltos constantes que o governo, gasolineiras e afins costumam gostar de fazer ao povo português. Mas como falar de assaltos nã tem piada nenhuma, vou falar-vos hoje - assim em jeito de sermão de S. Jervásio às Sardinhas - do último grito em propaganda política... o computador MAGALHÃES!

Bem sei que os carissimos petizes - principalmente aqueles que têm catraios (os meus sentimentos) - já começam a ter febres altas e delírios constantes sempre que ouvem a palavra «Magalhães», mas reparem bem... estamos a falar de um computador portátil do tamanho de um caderno A5 100% tuga... bom... se calhar não será todo tuga... quer dizer... o LCD vem directamente da Tailândia, a bateria, o disco rígido, as lamparinas que acendem e apagam, o teclado, e mais uma catrafada de coisas vêm da China (sem melanina, é claro). Ah... e o processador - que é o que faz o bicho funcionar - vem... ah pois... da China!

Ora então... c'oa breca... mas o portátil é - segundo o nosso primeiro - «100 porcento português»! Como pode isso ser? (perguntam os caríssimos catraios em jeito de admiração)
Pode meus caros! É 100% português na parte da montagem... no resto é 80% Chinês e 20% Tailandês. Mas não é por isso que deixa de ser 100% português!
E por ser 100% português e ter peças estrangeiras é que se deu o nome «Magalhães» em homenagem ao célebre Fernão de Magalhães, esse grande navegador português, o primeiro a efectuar a viajem de circum-navegação do globo.

Muitos pensavam que teria sido dado esse nome ao bicharoco por este ter sido também o primeiro portátil 100% português... e em parte sim!
Ora vejamos:
O Fernão de Magalhães, para fazer a dita circum-navegação foi em barcos espanhóis (totalmente espanhóis... madeira, vidro, pano das velas... tudo espanhol), com marinheiros espanhóis e ao serviço de quem? Acertaram! Dos espanhóis!
Portanto, nada mais correcto do que dar ao portátil que é 100% português na parte da montagem mas com 80% de peças Chinesas e 20% de peças Tailandesas, o nome do navegador português que utilizou barcos espanhóis, marinheiros espanhóis e dinheiro espanhol para dar uma voltinha ao globo.

Mas a maravilha deste computador é, sem dúvida alguma, o preço... 50€ para os catraios sem subsídio (a grande maioria) e 20 aérios para os que têm menos recursos. Acho bem!
Só acho curioso que um portátil que custa 180 aérios a ser montado e que depois é vendido pela magnífica bagatela de 285 aérios, desça tão dramáticamente de preço quando adquirido por um petiz do 2º ano... é estranho... fica ao vosso critério quem vai pagar a diferença: Os pais? Os contribuintes? A velhota do terceiro andar?
Tá-me cá a parecer que a primeira hipótese é a mais certa! Seja...

Outra das grandes maravilhas... o computador tem 30 GB de disco e vem com dois sistemas operativos (que para quem não sabe são o Windows e o Linux Caixa Mágica)! UAUUUUUUU!!!!!
A beleza da tecnologia! Estes boys da tecnologia são levados da breca!
Mas, como não poderia deixar de ser, acho curioso que um catraio que mal sabe mexer no Windows, mexa no Linux... deve ser por ser um Linux que é Mágico! Magia é o que estes catraios vão saber fazer, porque à primeira bosta que façam... PUFFF... lá se vai o computador prás urtigas!

É claro que a magia do Linux também pode correr mais ou menos bem visto que a muitos pais irão gostar das capacidades inovadoras da banda larga aquando da visita a sites «didáticos»...
«Hmmm... ora deixa cá testar este bicharoco do meu filho... hmmmm.... gatasgulosas.come.... Ehhhh páhhhhhh.... Com'é que aquela catraia consegue fazer o pino e tocar com os calcanhares no... dasssse!!!... És boa!!»
O problema é quando o filho perguntar «Paizinho!???? Com'é que nascem os bebés?»
Ao que o pai do moço lá diz: «Ora meu filho... o pai põe uma sementinha... hmmmm... olha pega no Magalhães, vai ao menu Iniciar, abres o Internet Explorer e, naquela barrinha pões gatasgulosas.come, com 'u' e tudo junto e informas-te... até lá tens vídeos didáticos, jogos, truques e infografias!»

Meus caros, tudo isto dentro de um computador 100% português na parte da montagem com 80% de peças Chinesas e 20% de peças Tailandesas!
Viva a tecnologia! Enfim... Não percam o próximo episódio porque nós também não!

Nota:
O poeta durante a escrita deste palavreado todo não visitou qualquer site didático que tivesse miúdas em trajes menores... bom... se calhar visitei um ou dois... mas que não aconselho a ninguém... haveria por aí muita malta que poderia começar a sofrer de dores de pescoço!

Mais uma observação:

O poeta incentiva o petiz mais piqueno a não visitar qualquer destes sites para ficar a saber como nascem os bebés... continuem a acreditar nos vossos papás e continuem a achar que o papá mete uma sementinha na barriga da mamã e depois o senhor doutor vem e tira o bebé que nasce dessa sementinha! Se acharem muito aborrecido acreditar nesta historieta não se preocupem... eles têm imaginação!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Copos, pinga e outras bebedeiras... O «Memorial da Bezana» por Poeta Acácio

Ora bem... Meus caros petizes, cá estou eu mais uma vez neste piqueno espaço de palermice aguda, duas semanas depois da última posta, para vos trazer mais uma historieta do arco da velha!
Bem sei que há já algum tempo que ando a merecer umas boas bordoadas no lombo, visto que tenho andado um pouco desaparecido... mas têm de compreender que o poeta é um rapaz muito ocupado e com uma agenda muito carregada de compromissos (ou não).
Claro que nem só de compromissos se fez esta ausência, isto porque como o poeta andava já há uns tempos na reserva de Casal Garcia e lá tive de me dirigir à Confraria do Casal Garcia pra mandar vir mais um carregamento... desta vez, reforçado!
Adiante...

Ora, nada mais brilhante do que dedicar uma postazita a esse néctar engarrafado que nos faz ver bifas (e outras coisas mais) a dobrar.

Andava ali eu no mê-çê-éne a assobiar pró ar e eis se não quando a queridíssima Soya diz: «Ólha o poeta que fez a posta da bonecada...» (por falta de carantonhas amarelas a rir-se esta mensagem está incompleta... pede-se desculpa aos mais sensíveis!)...
A conversa prolongou-se um bocadinho e, não sei porquê, eis que disse: «O poeta tava inspirado... deve ter sido da garrafinha de Casal Garcia!»...
Esta frase, carregada de pouco simbolismo, mas em tom de confissão, fez-me ver a luz (e uma garrafinha de Porto que tava arrumada num canto escuro) e deu-me a brilhante ideia para uma posta e, como não poderia deixar de ser, o mote para a conversa com a Soya...
Por entre descrições de bezanas à antiga e de outras coisas mais, a queridíssima Soya lá lançou o desafio e, tendo em conta que na cabeça do poeta nada é normal, lá aceitei o desafio e, cá estou eu a escrevê-lo.

A história do vinho, bem como a sua invenção remonta aos anos dos dinausauros, uma época que ainda não era caracterizada pelas bezanas estudantis mas onde já se brindava com o tinto maduro.
Aliás, existem relatos recolhidos pelo nosso chibo através da profunda análise de rabiscos rupestres, onde aparecem meia-dúzia de homens de tenra idade à volta de uma mesa com uma bifa em cima, naquilo que parece se uma discoteca, a beber que nem canários. Mais, através de uma análise mais cuidada, pôde verificar-se que o vinho era um «Verde Tinto Quinta da Perdigota - Ano 45000 A.C.»...
Desde essa altura que este néctar das uvas é aperfeiçoado para que a bezana seja ainda maior...

Porém, até a esta área chega a contrafacção, e como todos sabem, a contrafacção da pinga chama-se «Vinho a Martelo»!
Quando, onde e quem são perguntas que muitos fazem ao poeta tentando como que saber quem poderá ter criado o vinho a martelo.
Pois o nosso chibo de serviço, conjuntamente com os confrades da Confraria dos Copos e juntamente com a Associação dos Amigos da Taina chegou a factos relevantes desconhecidos da maioria dos petizes que levam ao autor do vinho a martelo.
Esta bebida contrafeita foi criada no ano 1 D.C. (depois de Cristo SuperStar), numa boda em Canã por Jesus Cristo himself.
Quando todos já tinham bebido tudo o que havia nos canecos, Jesus pegou numa ou duas jarras de água e, eis que derrepente vinho se fez.
Era a viragem e a mudança da qualidade que abalava o mercado da pinga.

Porém, é no glorioso ano de mil sete e quarenta e dois que, Zezé Pinguetas, amigo da taina e da sandes de leitão, pega no dito vinho e lá começa a fazer misturas com álcool. A qualidade do vinho à pressão seria melhorada mas, ainda não conseguiria destronar a superior qualidade do tinto maduro.
Anos mais tarde, devido à peste e a alguns ataques de diarreia provocados pela constante ingestão de vinho a martelo, a ASAE lá tira o vinho de pacote do mercado e, conjuntamente com a Associação dos Amigos da Bezana e do Coma Alcoólico começam a promover o vinho puro da uva (vá lá... com meia dúzia de aditivos e soluções) a preços convidativos e six-packs.

Escusado será dizer que, não tardaram a surgir os derivados do vinho. Disso são caso as «Sopas de Cavalo Cansado», as «Malgas Quentes» e a tradicional «Bezanisse Açucarada».

Com a chegada do séc. XXI é claro que a malta nova deixou de se agarrar ao caneco do tinto e lá começou a enveredar pelos maus caminhos, começando a dedicar-se à bezana por acção de bebidas pra meninos e leitinho morno. Para isso, empresas como a Vodafonix, a Panadol e uma ou outra empresa mais ou menos conhecida lá lançaram packs especiais (por ex.: Vodafonix Bobadeiras).
Este pack traz um telemóvel com teclas em duplicado (pra que já tiver bem bebido e vir tudo a dobrar), um saquinho (pra virar o barco e não cagar nada nem ninguém à sua volta), um GPS com os melhores spots de tratamento (ex.: hospitais de desintoxicação) e uma pastilha prá ressaca.

Portanto meus caros, tendo o poeta investigado a origem do vinho queria aqui dizer uma coisa:
Fazei o amor bebendo um ou dois copinhos... tudo com juízinho! Haja alegria e vinho afastado da pia!

Atenção:
Durante a elaboração desta posta de pescada nenhum copinho de vinho foi ingerido pelo autor... antes pode dizer-se que sim, agora durante, não! Trabalho é trabalho! Vinho é vinho!
Outra atenção:
Qualquer semelhança com a realidade é, no fim das contas, muito trabalho da imaginação mirabolante do poeta, derivada do funcionamento à base da Casal Garcia!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

Terça-feira, Agosto 26, 2008

Bonecada, Pinipons e outras coisas mais...

Meus caros petizes da vida airada, cá estou eu, o Poeta mais destemido e mirabolante da blogosfera (ou se calhar não), para vos trazer mais uma interessante (ou não) divagação acerca de qualquer coisa pouco ou mesmo nada importante.

Andava eu ali prós lados do estaminé da queridíssima Soya quando, e comentando acerca da imagem aqui em baixo, disse que a estátua era «interessante...» e que se parecia com um Pinipon...

Pronto... se calhar exagerei ao ter dito que a estátua era interessante. Se calhar se dissesse «esta estátua parece um cu dos antigos» seria mais apropriado mas, dadas as circunstâncias, foi aquilo que me veio à cabeça.
Achei engraçado o facto de uma das comentadoras ter dito - e passo a citar: «Um pinipon??? Os pinipons eram lindos!!! Esta estátua, (na) minha opinião, é feia que dói.». Realmente, a estátua é feia que dói, mas daí a dizer que os Pinipons são lindos vai uma grande distância.
Mas, eis que a nossa Soya desafia o Poeta e diz: «Desafio-te, Poeta Acácio, a fazeres uma entrada no teu blog sobre esses bonequinhos!:p»
Eu em primeira instância ia falar do :p que ela colocou no seu comentário. Porém, sentindo-me desafiado, lá decidi fazer uso da minha massa cinzenta que, nos últimos dias anda com falta de inspiração. Talvez porque o stock de Casal Garcia tenha acabado. Quem sabe...
Pois bem, quem - pergunto eu - não conhece estes bonequinhos e a porra de música que os acompanha? Toda a gente!
Todos sabem cantarolar aquela música: «Pon, Pon, Pon, Pinipon! Que divertido! A quinta Pinipon-o-on! Ovelhinhas bebés! Águinha para as vacas! TODOS A BEBER! Na quinta de Pinipon... isto é qu'é bom! De Pinipon!». O que ninguém sabe é como é que surgiu esta bonecada.

Até à bem pouco tempo, toda a verdade acerca dos Pinipon era Confidencial mas, graças à capacidade de investigação do nosso Chibo de Serviço, todo esse emaranhado de segredos foi desvendado.
Preparem-se para a revelação do ano!

Eis como tudo aconteceu...
É num belo dia de Julho do ano da graça de mil nove e sessenta e dois, depois de uma tarde bem passada a fumar charutos cubanos e a ver as miúdas em fato-de-banho que, Albano Pini e Megusta Pon, dois espanhóis na idade da reforma, decidem enveredar pelo maravilhoso mundo da estupidez.

Diz Albano: «- Mira! Megusta, estoi aquié a pensiar quie podiyamos juntiyarmo-nos paria abriyermos um negiócio juntiyos. Quie te pariece faziermos negióciyo como los Dolce & Gabana?»

Ao que diz Megusta: «- Albano! Tu estaiyes louco?! Yo soi muito macho! Essies diois syão umas bichyonas dio camandro! Yo soi un puro macho latino!»

«- Pero, teriyamos bifias em trajes meniores (oi miesmio sien rioupia), die mamiocas a saltitiar a nuestra frientie!... Tu não quieres isso? No te gusta?»

«- Oh si! Megusta mucho! Pero, tioda a gientie nos vai chamiar bichyonas!»

«- Tienes raziõm! Tienho quie pensiar miais un piouco!»

Albano, pensou bastante até que, depois de fumar duas ou três ganzas de baixa qualidade sugere:

«- Io! Megusta, piorque non abrirye umia fiábrica de fazier boniecada?»
«Boniecada? Andiastie a apianhyar miutio siol na cabieçia! Die quie mie servye iuma fiábrica die fazier bionecada?»

«Mira! Pero piodiyamos abrier a fiábrica e piôr lá giajyas bioas en trajes meniores yo miesmio sien rioupia, ya fiazyer yo a «yempaciotar» os bionyecos! Yo «yempacotamos» as yempregadas!» - Albano diz isto fazendo um sorriso maroto, como quem diz: «Quero lá saber de empacotar os bonecos... a gente depois viró pacote das empregadas!»

Megusta, depois de muito ponderar a ideia, aceita a estupidez e a coisa marcha. Porém a idieia do nome ainda foi atribulada...
O primeiro nome a surgir foi «Megusta Pini, A.R. LDA» porém, devido a a trocadilhos manhosos feitos pelas crianças a empresa é forçada a mudar de nome.
É no ano de mil nove e sessenta e sete que, empresa e bonecos deixam de se chamar «Megusta Piniar» (como carinhosamente eram denominados pelos petizes) para chamarem «Pinipon».

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO