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quarta-feira, junho 30, 2010

Futebolices e outras coisas mais... Razões para o desaire de ontem!

Ailó petizes! Como andais vós meus estarolas, hem? Espero que benzinho, ainda que combalidos da merda da derrota de Portugal com a porra da selecção de Nuestros Hermanos de Mierda.

Pois bem, eis que, depois do magnífico post-it (bom... só um bocadinho magnífico) escrevinhado neste estaminé em que o poeta puxou cá para fora toda a sua veia cinematográfica, me encontro numa de comentador desportivo e, deixem que vos diga, o totó do Rui Santos que se cuide!

Ora mas perguntam vocês, catraios mai lindos, como é que eu, que não percebo um caralh* de futebol, vou comentar a desgraça de ontem?!
Lá está... o Rui Santos também não percebe nada de futebol e toda a gente lhe chama 'comentador desportivo'. Convenhamos que também não tem nada que saber... basta aprender uma série de palavreado técnico-táctico e voilá, temos um comentador desportivo.

Bom... vamos ao que interessa.

Tal como muitos de vocês, também eu vi a desgraça de ontem e, também eu fui invadido por um violento instinto de amandar com toda uma moca de Rio Maior na TV, ou simplesmente, de insultar o idiota que disse que "os golos são como o ketchup" e que ia "explodir no mundial"!!
Na realidade eis o que se passou durante a jogatana resumido:
  • O Ronaldo continuou a fazer aquelas fintinhas e reviengas do costume e a perder bolas (também como de costume);
  • Continuamos a errar passes (como de costume);
  • Continuamos a achar que o Carlinhos Queirós é treinador quando mais parece um professor de educação física;
  • Trouxemos um autocarro para a defesa, ao invés de amandar com um TGV de contra-ataques e transições;
  • Ahhhhhh... e pensamos que, depois das 7 cavaquitas que oferecemos aos norte-coreanos e de uma passagem aos oitavos "rés vés", o jogo com a Espanha era uma coisa que se aviava a brincar numa bela tarde de Terça.

Não poderíamos estar mais equivocados!!!! Fomos aviados com uma modesta e seca cavaca que nos deixou afundados na tristeza do costume.

Puxando da minha veia palerma e misturando-a com o paleio futebolístico que aprendi por correspondência, eis que vos apresento as razões para o desaire (sim... também é um termo técnico futebolístico!) de ontem:

Primeira razão: Portugal sempre foi o país da tragédia e da tristeza. Já estamos habituados a uma crise ao pequeno almoço, um despedimento ao almoço, um assalto ao lanche, uma medida de austeridade ao jantar e, para terminar o dia em beleza, um carjaquim à ceia! País trágico portanto!!! Agora, para aumentar a tragédia lusitana, também ilustrada pelo poeta Zarolho num dos seus calhamaços, enfiam-nos um desaire futebolístico na pausa do chá! Oh mundo cruel!!

Segunda razão: Os espanhóis não gostaram que um qualquer Primeiro Ministro fosse ao estaminé deles e usasse o Purtinhól como dialecto!
A sério, se um gajo quando ouve outro dizer num Português-das-grutas que gosta muito de «mursse» de «chacolate» ou «as mulheres agora põem ciclone nas tetas», é invadido por todo um sentimento de agredir selvaticamente à base de marretada o dito estarolas, imaginem agora o que terão sentido os Espanholes quando ouvem um indivíduo agredir o idioma dizendo: «Sión precisiós diós piara dianciar el tiango!!!».
Convenhamos que a carga emocional negativa transmitida por esta frase é, deveras, razão suficiente para os Espanhóis se terem chateado e nos terem aviado com uma cavaca à la base de banho de bola.

Terceira razão: Eles nunca digeriram aquela cena de sermos os pioneiros dos descobrimentos lá muito bem. Aliás, já não é a primeira vez que eles tentam roubar-nos esse título. Recorde-se o glorioso ano de mil cinco e dezanove em que os Nuestros Hermanos da Trieta vieram contratar por 3 épocas o Magalhães (não o computador, o Fernão!) para dar uma voltinha ao globo. Rescinde o contrato em 1521 tendo depois assinado um contrato vitalício pelo Cova Repouso Eterno F.C. entregando a pasta de acabar a viagem a um espanhol qualquer.
Mesmo assim o título continuou e continua a ser nosso.

Quarta razão: A história de Portugal é bem clara quando diz que quem aviou sete espanhóis de uma assentada. Não o Ronaldo (esse só avia espanholas), não o Sócrates... mas uma padeira de Aljubarrota que decidiu aviar à base de marretada de pá os malandros dos espanhóis que se tinham entrincheirado dentro do forno. É certo que deviam ser estúpidos que nem portas para se enfiarem num forno, mas uma coisa destas é, certamente, coisa difícil de engolir.

Vemos então, que houveram razões para a derrota de ontem. Umas mais parvas do que outras é certo, mas pode dizer-se que podia ser pior.

E vejamos isto pelo lado positivo, pode ser que ganhemos à Espanha no «II Campeonato Internacional de Luta de Galos de Fornos de Algodres».

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quinta-feira, junho 24, 2010

Coisas da vida airada… Curiosidades e afins que só o poeta desencanta!

Um bem-haja, caríssimos petizes! Como andam vocês? Tudo bem com a família? Pois saudinha é o que o poeta vos deseja. Isso e que ninguém se aleije!


Ora bom… tendo em conta que ainda estou a atravessar o período de comichão-nos-dentes de que vos falei na última pescadinha, achei por bem descontrair um bocado e sair em busca de coisas palermas e, quiçá, deprimentes q.b.

Ora andava eu, num dia destes, perdido numa dessas ruas famosas da Inbicta – mais concretamente na rua de Santa Catarina – passeando num desses Shoppes onde abunda a pirralhada que pensa que já tem idade para andar sozinha no passeio e, eis que o poeta diz: “Pá! Vou ali à Vortém ver as tecnólógias!”.

Pois bem, nessa minha busca pelo que é tecnologicamente avançado eis que toda a minha atenção é desviada para uma secção tecnologicamente retardada.

Falo-vos pois da secção do cinema “pá-cueca”, secção interessante em termos de análise científica e estudo aprofundado (literalmente falando, claro!) e em que o poeta denota – como já tinha dito há uns tempitos - uma certa falta de investimento. Ah… e de imaginação! E se calhar um pouco monótona... mas adiante!

Note-se, a título meramente exemplificativo, esta pérola (dou-vos uns minutitos para analisarem o conteúdo da referida imagem e tirarem elações):


Se à primeira vista a vossa mente é atingida por uma imensa brejeirice e uma profunda falta de gosto, eis que o poeta vai mais longe e diz:

«No século em que há gente a retocar tetas no Fotoshope, esta gente decide armar-se em artista e fazer uma coisita no Paint! Eh pá… inde pastar mulas pá Patagónia que vos arrotou!»

Analisando mais profundamente (só a capa!) esta conhecida fita com a chancela do canal de cabo pá-cueca, “CALOR DOIRADO”, vemos a importante informação “FILMADO EM HD”. Coisa importante, pois o telespectador não deve sair defraudado com a qualidade da película.

O poeta chega à conclusão que a palermice contida nesta capa excede o comum e decide aprofundar a coisa. Chegamos então ao título… e meu Deus! O auge! O Clímax! A beleza! “TAVARES, O ARQUITECTO QUEBRA-BILHAS!” é um título lindo! Fica no ouvido! Principalmente na parte do “quebra-bilhas”! Aliás, podiam ter lá posto «SUPER QUEBRA-BILHAS», pois o indivíduo é um herói! É certo que da palermice, mas ainda assim, herói!

O que me toca mais fundo é a frase “Ai o meu cu, senhor arquitecto!”. Denota-se toda uma subtileza, uma educação na forma de tratamento do dito arquitecto e todo um sentimento que faz chorar o olho do esfíncter (não gosto de me repetir)!

Aparece na palavra “CU” uns tracitos a verde aquando da escrita deste post. O poeta clica. Aparece “Calão (sem sugestões)”. Poeta recalcita: Não! Não é calão… é pura poesia, senhor Word!

E quando tudo já parecia irremediavelmente perdido, eis que eles nos dizem «Contém anal… OBVIAMENTE!». Pois… Comece então a palermice!

Primeiro: O ser “filmado em HD” é coisa boa, porque podemos avaliar a qualidade das actrizes. Coisa que salta à vista na visualização do making of é que entre actrizes estrangeiras vestidas e actrizes portuguesas despidas, prefiro as vestidas (de qualquer nacionalidade!).

Segundo: Convenhamos que o título não é, de todo, original e, muito menos, belo. Podiam sempre ter ido pelo “Amílcar, o Engenheiro Rebenta-peidas!” ou “Xavier, o Trolha Monta-nelas!”. Bem melhor de facto e com outra classe!

Terceiro: Se acham que esta frase é linda, vejam o treila e ouçam a frase que aparece no final: “Comes o rabo das outras e nunca comeste o meu!”. Uma perolazinha…

Quarto: Nem sequer vou comentar porque podia ferir susceptibilidades de alguns piquenos.

Petizes, caso queiram assistir à treila, “précurem” no Googal pelo títalo da película ou cliquem aqui. (Atenção… pode conter imagens chocantes! E… vão por mim… TEM!)

P.S. O poeta não adquiriu o filme… aliás 12 aérios é uma roubalheira! Na net saca-se de borla!

O poeta nem sequer viu o making of… disseram-lhe. O poeta se viu, foi apenas para fins meramente científicos.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quarta-feira, junho 23, 2010

E não é que afinal...

...o gajo até tinha razão e os golos vêem todos de uma vez?!...
Prova disso são os 7 a 0 aos petizes de olhos em bico (sim aqueles que também se dedicam à abertura de lojas em qualquer buraco das nossas cidades)...
Falta é só saber onde é que entra a parte do ketchup!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, junho 15, 2010

Eis o sentimento que o Mundial me provoca…

… Uma imensa «comichão nos dentes»! É isso que me provoca!

Antes de mais um bem-haja à miudagem espalhada pelos quatro ou cinco cantos do mundo e arredores! Ora calculando que vocês, fies leitores do estaminé poético, estejam a achar estranha tal expressão, adianto-me no que «comichão nos dentes» stand for.

Ora bom, "comichão nos dentes" significa em bom português (e passo a escrevinhar):
Exaurido, aborrecido, chateado, fodi**, a dizer mal da vidinha, etc., e o que mais queiram sinonimizar (que beleza! O poeta está um culto do caraças!), dependendo da vossa fértil imaginação.

Transparece pois tal poesia não-zarolha (qual Camões ganzado e seus Lusíadas qual quê?!) o meu estado de alma nos últimos dias e que, ao que parece, se vai prolongar enquanto durar o Mundial da África do Sul.

Bem sei que há coisas por esse mundo fora que me deixam com um sentimento – ainda que ligeirinho – muito semelhante.

A exemplo disso a última entrevista à revista dos conhecidos Novas Fronhas do Conde Jê Nê Sê Qua (ou coisa semelhante num francês bem escrevinhado) Castelo Branco a dizer o seguinte em letras garrafais, passo a citar: «Não sou um homossexual praticante» (ou coisa do género).

Deixo ao cuidado de cada um tirar as elações acerca disto, mas partam sempre da ideia de que este Conde da banheira é gay pás ocasiões e não a tempo inteiro como muita gente pensa. Aliás o poeta julga que isto poderá ser o início de uma nova polémica com a Igreja... uma questão a ser abordada um dia destes.

Adiante!

Ia eu a dizer que nos últimos dias ando chateado. Pois bem:

Imagine-se pois que o Poeta, numa bela tarde de Verão, está sentado junto ao jardim de sua vivenda, vendo de soslaio as moçoilas que passam na rua (apenas por acaso é claro...) com seus trajes veraneantes e eis que, uma besta… bom… se calhar chamar besta é demasiado agressivo. Reformulo então: EIS QUE UM JAVARDO, com sua gaita - ou vuvuzela (BUBUZELA como dizemos aqui no norte) - enfiada nos beiços, começa que a praticar todo um conjunto de vocalizações tipo alce na época da prática do amor desenfreado.

A mim a falta de sexo destes javardos e a sua opção por acasalar com uma alce não me interessam. Interessa-me sim que, quando eu estiver num momento de descontracção (bem conhecido por momento ZEN) não passe um cara*** com a gaita na boca a fazer barulho… E FO**-SE! Ma fo** o momento mais importante do dia... a altura em que a gente tá em stand by!

Na minha modesta opinião se estes javardos querem imitar o som de um alce porque não enfiam um megafone no real peidâncio e largam um daqueles bem puxadinhos ao estômago como se não houvesse amanhã? Posso assegurar-lhes que o som - embora mais grave - seria muito semelhante e que só se tinham de preocupar com o cheiro! Ah… e em não acender nenhum fósforo.

Há depois uma coisa que ainda me aborrece mais que é ver um jogo na TV (isto sem contar anúncios da GALP e da TVI a publicitar a gaita) e ouvir o mesmo barulho repetidamente: BUUUUUUUÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ!

Se esta gente quer soprar numa coisa de modo a fazer uma algazarra dos diabos porque é que não o faz com uma gaita-de-beiços ao invés de um funil? Sempre podia ser que saísse uma repenicadela de Quim Barreiros ou de Tone Carreira em versão esganiçada...

É que meus amigos - não criticando quem tenha arrotado a módica quantia de 1€ para a aquisição do irritante objecto e já tenha tentado fazer o gesto instruído pela Tia Cinhá – chateia ouvir um som daqueles todos os santos dias!

Se inicialmente, por causa do som de peido-bomba que a vuvuzela fazia, um gajo até achava piada e dizia: «Não fui eu, foi ele!» agora o que apetece é agredir selvaticamente com uma moca de Rio Maior todo e qualquer Gervásio que se faça acompanhar de uma vuvuzela. Mesmo que não lhe chegue a soprar.

E sejamos sinceros... não vos apetece agredir à base da mocada e colher de pau quando ouvem um tipo tocar uma vuvuzela? Pronto... se calhar tou a ser muito violento... Se calhar passar-lhe a mão pelo pêlo de forma a deixar uma mensagem do género: «Pronto! Já sopraste na gaita... agora enfia a gaita no esfíncter e cala-te!»

Portanto meus caros petizes, sigam o conselho do Poeta e deixem de “vuvuzelar”! O ambiente e os tímpanos agradecem.

Por si, pelos seus! Por nós! Pare de “vuvuzelar”!

Um conselho da MERDAV

(Movimento Esqueçam o Raio DA Vuvuzela)

P.S. O poeta não está irritado… até porque é um gajo calminho, mas convenhamos, o raio do funil já começa a chatear. Aliás eu acho que muito bom leitor deste modesto estaminé deseja ardentemente o fim deste martírio.

Ah! Já me esquecia... cá vai o apoio do Poeta à Selecção Portuguesa, com o desejo sincero de que os aviem com quatro ou cinco cavacas!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

sexta-feira, junho 11, 2010

TGV… Palermice, birra ou pura estupidez? O Poeta volta à carga 11 meses depois!

Saudações oh mui nobres e belos petizes da vida airada! Como andais vós?
Já sei… Devem estar a dizer o seguinte:


- Atão que é feito de ti, oh seu forragaitas do cara***?

Pois bem, eis que do fundo de seu ser, o Poeta vos dará a razão que será considerada por muita gente, a pior do ano…

Ora cá va:

Bom… a modos que andei ali pós lados da Charneca da Murrunhenha à caça do gambuzino munido da minha carabina e do meu mingancho, e diz que todo o meu ser se esqueceu que havia um estaminé e uma data de catraios que ansiavam todo um conjunto de palermices que eu, Poeta Acácio, aqui costumo escrever em jeito postita de bacalhau com molho de cebolada (por acaso já marchava!). Ah... e se calhar porque a modos que o meu carregamento de Casal Garcia (devo dizer-vos que ainda não em converti às sopas de cavalo cansado!) se tenha esgotado e eles agora só fabriquem uma mixórdia que muitos denominam de vinho a martelo (aquele que vem no pacote e é assim um género de TANG mas com um jeitinho de álcool).

Ora então, peço desculpa do fundo de meu coração, almejando (porra que até me arrepiei!) que alguma vez vós, oh mui nobres petizes, me possais perdoar! Oh... Esta pobre e palerma alma que nem serquer é digna de se apresentar aqui… Pronto... é! Até porque o estaminé é meu...

Ora então… depois de uma desculpa deste calibre, que a modos que faz com que muita gente (uma ou duas velhinhas) se tenha emocionado, vamos ao que interessa.

Meus caros, muitas coisas se passaram em onze meses de ausência de vosso amado poeta: O Sócras lá continua no poleiro (o poeta até que é um gajo calminho mas se há gajo que deixa o poeta deveras exaurido [diz-se i-sau-ri-do… e sim o poeta também sabe umas coisitas] é ouvir o senhor falar… é pá… ENERVA!!!), que trouxe mais uma cambada de gente -os boys - pa enfiar naqueles tachos porreiros e ainda, que andou metido em coisas tão lindas como Freeport’s, e TVIs, etc…

Mas o que me deixa um bocadito… mas mesmo só um bocadito… vá lá… fooo… lixado, é que uma catrafada de anos e dois governos depois, o país esteja a caminhar pó sítio do costume: a bosta! Ah… falta o ponto que mais me deixa apoquentado que é… a maneira o nosso primeiro mantém as ideias na cabeça. É que devo dizer que tive em tempos um burriquito da raça burrusjavardolisteimosis, chamado Jervásio Eustáquio (tão bom burro que ele era!), que em certas alturas enveradava pelos caminhos de uma teimosia tal, que ma fazem lembrar um pouco a teimosia do nosso primeiro. Lembro-me que nem com um espeto no lombo o animal se mexia.

Mas adiante…

Todos nós sabemos que Portugal é um dos países mais ricos do mundo e que dinheiro é coisa que não falta neste rico cantinho… até um puto de 7 anos sabe isso! Quer dizer, um puto de 7 anos também acha que os Morangos são uma cena fixe e acha piada ao wrestling manhoso que passa na TVI aos sábados de manhã portanto, acho que vou refazer a minha frase de uma maneira mais realista: Todos nós sabemos que Portugal está nas lonas e que o dinheiro é coisa que não nasce nas árvores! Logo, de duas, três: ou o Sócras tem pais ricos ou foi ao BES. É que só desta forma se consegue explicar a casmurrice deste senhor em querer que este país, de meia duziazita de léguas, tenha um TGV!

E perguntam vocês: Porque raio é que o nosso primeiro quer um TGV cá na terriola, hem?

Deixem-me fazer-vos a modos que o croqui do assunto:

Eis que num belo dia Sócras se dirige a Paris de França pa falar com o Sacrózi" e com a bele dele, a Carla Bruna (lindo nome... faz-me lembrar nomes tão gloriosos como Leninha, Cátia Vanessa...).

Ia ele todo feliz, contente e lampeiro no seu Sócras-móbil e, eis se não quando, vê um TGV a abrir de cara***.

Pensa ele para consigo: “Ah pá! Também quero ter uma bodega destas! Isto lá no Portugal dos Pequeninos ficava porreiro, pá! Se não mo derem, faço uma birra!”

E eis que nos deparamos com um cenário idêntico ao do puto de 7 anos que entra na loja do shôr Manel e faz uma birra do tamanho da loja pá mãe lhe dar um chupa de dois sabores (um chupa misto), chiclas Gorilla e um pacotinho de Sugus de laranja.

Bom mas o que nos conforta é saber que a viajem Lisboa - Madrid vai custar mais coisa menos coisa como 100 aérios (uma bagatela portanto) e que vamos andar a enfardar uma catrafada de anos a pagar por uma coisa que vamos utilizar todos os dias (ou não).

Com isto chegamos à questão essencial… o que será então o TGV: uma palermice, birra ou uma estupidez?

Pois o sábio poeta vos diz: as três.

[na imagem: o modelo de TGV ideal para Portugal... Alta tecnologia sem dúvida!]

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quarta-feira, julho 22, 2009

Coisas levadas da breca... Touradas, ministros e afins... o Poeta Acácio está de volta!!!!

Ailó Portugal!!!! Ailó Mundo!!!! Como é qu'é Charneca???? Quero ouvir!!!! (isto a modos que saiu em jeito de João Baião numa das suas mais palermas manhãs como apresentador de TV)

Meus caros petizes da vida airada, depois de estar... vá lá... há... ora nove menos doze, mais dois vai um, noves fora.... pronto... pra mais de uma semana, sem botar nada aqui neste estaminé, decidi quebrar o silêncio, e voltar às lides da palermice desenfreada.


Bom... perguntar-se-ão os petizes mais atentos, o que terá andado o Poeta mais palerma da blogosfera a fazer nestes ultimos tempos, que nem sequer aqui põe uma postita de pescada à moda das Beiras?

Pois respondo: Bom... tive de me ausentar devido à falta de Casal Garcia, que é como quem diz, faltou-se-me a inspiração... aquela que faz girar o mundo e que torna este espaço de palermice a modos que mais engraçado. Ahhhh... e tive de mudar de fonte de inspiração... agora a fonte de inspiração é a bela da garrafinha de Licor Beirão!!!! (ou qualquer mistura que esteja mais à mão)

Bem sei que desde esse fatídico dia do ano de mil nove e quarenta e seis em que eu, poeta do Desossego Desassossegado me ausentei por tempo indeterminado vós, meus fiéis petizes, me quereis enfiar com uma moca de Rio Maior com ponta de aço na espinha... mas têm que ver que o poeta tem momentos de pura e completa falta de inspiração.

Pronto... mas desculpas e coisas assim à parte vamos ao que interessa!

Desde o meu desaparecimento não anúnciado que muita coisa palerma se passou... O Cristiano Reinaildo foi pó Real Madrid por 93 milhões, o programa da Lucy terminou (o vazio que agora os sábados passaram a ter... não que eu tenha sentido muito... mas os catraios, que adoram as mam... perdão... a Lucy!), a Júlia Pinheiro continua a parecer a sirene da LISNAVE... ahhhh... e diz que agora o Benfica vai ser campeão... cá pra mim no Fifa 2009!

Bom mas o que de mais palerma se passou, estaria reservado não para o Cristiano, não para a Lucy, não para a Sirene da LISNAVE nem sequer para o Orelhas, mas sim... (um momento de suspense também fica sempre bem...).... mais um bocadinho.... XARAMMMM.... pró magnífico MANUEL PINHO, ministro da economia e adepto da bela tourada!!!!!!
Sim esse todo... o que aqui à tempos foi apanhado a fumar dentro de um avião pelo nosso Chibo de Serviço... (sim o Chibo ainda cá anda e manda beijinhos e abraços)

Pois bem, perguntam vocês o que é que o shôr Manel Pinho fez???? Ora foi despedido - respondo eu.
Porquê? Por fazer cornos. (na minha opinião mal feitos... porque cornos bem feitos, é com uma só mão e dedo indicador e mindinho bem esticados!)
A quem? Ora, a toda a bancada do PCP.

Na minha opinião todo o gesto taurino é um acto feito sem pensar... no calor do momento e da discussão. Um gesto infeliz é certo, mas se calhar pode ser compreendido e desculpado.

Para compreendermos este gesto, o A.I.A. chegou a fala com o conceituado professor Xibanga, médium (ou bruxo como preferirem) que tem os seus escritórios na Murrunhenha de Cima.

Depois de três galinhas pretas, dois lançamentos de búzios e uma leitura de cartas (cartas que depois foram utilizadas para a jogatana da Bisca em Pé, que eu ganhei), o professor Xibanga chegou à conclusão que (e passo a citar):

"A partir da leitura das cartas, a carta número doze sugere que aquele gesto deveu-se a um desalinhamento de Marte com Júpiter, quando este ascendia para Saturno, este desalinhamento leva a que algumas pessoas nativas do signo Touro tenham espasmos nos membros superiores, espamos estes que levam a que os dedos indicadores se estiquem e os braços se posicionem junto à cabeça. Já o posicionamento dos búzios indica que aquele gesto se deve à tamanha aficion pelas lides taurinas, e dado que iria decorrer a XI Corrida TVI no Campo Pequeno, aquele gesto servia para, como acontece com o Rock In Rio, dizer «EU VOU À TOURADA!». Mas, pela posição dos galinácios, verificamos que o gesto foi provocado por um simples ataque de palermice aguda!»

Cheguei à conclusão que os vinte aérios que gastei, tinham sido mais bem empregues numa tainada e num carregamento de Beirão, mas também cheguei à conclusão que o gesto foi mesmo provocado por um ataque de palermice aguda.

TENHO DITO

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

P.S.: Na elaboração desta posta de pescada nenhum animal foi maltratado nem torturado. Apenas um para a churrascada que eu e o Xibanga fizemos!

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Memórias de uma nôte de Revelhóne... Cenas palermas mas com piada...

Meus caros petizes, piquenos e afins (esta parte foi a pedido da queridíssima Liana), cá estou eu, no último dia do ano da graça de 2008 para vos trazer mais cenas do arco da velha.
Pois bem, dado que estamos a poucas horas do novo ano, lá decidi acabar o ano em grande e escrever uma última posta de pescada à lá poeta.

Pois é... mais um ano se passou e a malta mais palermices viu... aliás, atrevo-me a dizer que 2008 foi, em termos de palermice, um ano e peras!!! Começando no todo-poderoso Magalhães e acabando nas horas de dormitar e respectivas calinadas de Mario Lino (esse mestre na arte da palermice!), palermices não faltaram... e o que espero é que estas figuras (tristes por vezes) façam de 2009 um ano mais palerma do que o de 2008!!!

Mas isto não se trata de uma porra tipo «Ano em Revista» como fazem os jornais, TV's e afins deste país. Não!!!... nada disso, esta pescadinha vai abordar as figurinhas tristes de uma nôte de revelhóne (como o próprio título da posta faz transparecer à pequenada que visita este estaminé).

Meus caros, esta noite é, sem dúvida nenhuma a noite das noites. A noite em que um gajo bebe que nem um canário, efectua uma série de rituais palermas, faz uma directa, tenta escapar à bófia, é apanhado pela bófia, fica sem carta e por fim - e para terminar em beleza - acaba à porta das urgências com uma tremenda broa a comer-lhe a cabeça! Tudo por esta ordem! É certinho!!!

Vejamos:

1.
Um gajo normalmente passa o dia de 31 a pensar onde raio é que vai passar a noite: se na Quinta das Manteigas, se no Bar do Vício ou se com a famelga. Bem sei que há uns gajos que já são mais prevenidos e, com um ano de antecedência já tem esta merda toda preparada, mas tradição é tradição! Escolher um sítio pa passar o ano é à última da hora! Mainada.
Ahhhh... e há também aqueles que também escolhem qual o Hospital com as melhores urgências para o tratamento da broa! Chegam até a fazer reserva, não vá o diabo tecêlas.
Pontos importantes na escolha do local são, sem dúvida nenhuma:

Primeiro ponto:
Há gajas boas com fartura?

Segundo ponto:
Há bebidas com fartura?

Terceiro ponto:
Fica perto das urgências? (este último facultativo pois há quem seja certinho e só beba auguinha)

Quarto ponto:
O DJ vai passar Quim Barreiros e mais uma catrafada de músicas de caractér apimbalhado?

2.
Escolhido o local onde se vai passar o ano, chega a tão desejada nôte!!! Ahhh... bora lá pa festa!!!
Sejamos verdadeiros... a primeira cena que a malta faz quando lá chega é ligar o detector-de-gajas-Turbo3000, ó despôs vai reclamar a garrafinha de champagne foleiro a que tem direito (ainda estou a tentar perceber como é que alguém consegue apanhar uma broa com uma garrafinha de Asti Gancia ou de Fita Azul... seja!).... depois é só juntar o útil ao agradável e contrair a broa de fim d'ano. Ahhhh... e fazer-se às gajas a toda a força!!!

3. O problema de se embarcar umas garrafitas de champagne foleiro são os efeitos secundários nefastos provocados! Admitamos que neste dia mesmo quem não sabe dançar, depois de meia dúzia de copos nos cornos, dança! Mesmo que dançar seja sinónimo de parecer uma galinha em época de postura!
A sério! Um gajo faz certas e determinadas figurinhas dignas de serem documentadas em vídeo e postas no YouTubiiii!

4. Ideia principal da noite de passagem d'ano: tentar aguentar o maior tempo possível, com um teor alcoólico no sangue digno de fazer inveja a um barril, com os olhos o mais abertos possível, coisa não aconselhável a meninos! O engraçado desta merda é que passado um tempo já um gajo tá a dormitar no meio da festa e a fazer uma figurinha tão pior quanto a feita na alínea anterior.

5. Um gajo na noite de fim d'ano tem duas preocupações:
Conseguir engatar uma gaja e escapar à bófia.
Enveredemos pela última preocupação (visto que a primeira, devido à bebedeira que um gajo apresenta, nunca resulta)...
Gajo que é gajo, mesmo parecendo um barril, mesmo não conseguindo fazer o quatro e vendo tudo à sua volta mais turvo que uma manhã de nevoeiro decide pegar no seu chaço e desafiar as leis da estupidez! Levar o carro até casa sem bater em ninguém, sem abalroar nenhum caixote do lixo e sem ser apanhado pela bófia!
Tristeza das tristezas! O gajo é apanhado pela bófia!!! Ahhh... e este indivíduo é menino para trazer um gajo no carro que só bebe auguinha, mas quem vai a conduzir é o palerma que nem consegue andar em linha recta!

6. O tipo é apanhado pela bófia, mas, curiosidade das curiosidades, neste dia parece que a bófia consegue tar com uma broa maior do que o gajo em questão.
Nestes dias ouvimos a bófia fazer perguntas tão estúpidas como:
«Você vem de uma festa? E esteve a beber?»
Pois é nestas alturas que apetece dizer: «Nã shôr guarda, eu venho de casa da minha rica avózinha e só bebi um calicezinho de Vinho do Porto! Tivemos a jogar à bisca em pé e o camandro!»
Também é costume não sermos os únicos a sermos parados. Neste dia, a zona onde nos fazem paragem pareçe uma after-hour, com pessoal a ver quem é que consegue bater o seu recorde em matéria de broa! E se há algum que tem 0.5 é catalogado de menino da mamã!
Um gajo, por fim, lá acaba com a carta apreendida e com um tremendo desfalque na conta bancária.

7. Para terminar em beleza um gajo tá a chegar a casa e, proeza das proezas, entra em coma alcoólico!!! Resultado: Vai parar às Urgências do hospital da terriola com uma tremenda nassa provocada pelas terríveis garrafinhas de espumante rasca! Findo este dia fatídico (o primeiro do ano) um gajo vai para casa com ela fisgada: «Pó ano consigo fazer melhor!»
Portanto pequenada, neste dia que é o último do ano, "tomainde" as devidas precauções: Não façais figurinhas tristes, não "bobais" como se não houvesse amanhã e deixai o chóninhas que tem fobia a bebidas alcoólicas levar o carro!

Bom Ano e cuidado com as espinhas do bacalhau!!!

P.S.: E não se esqueçam de vestir a bela da cuequinha azul!!!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

sábado, dezembro 20, 2008

Razões que fazem com que o Natal seja... como lhe ei-de eu chamar?... ahhhh... palerma!

Ora pois meus caros petizes, cá estou eu, Poeta Acácio em toda a sua pomposidade (atenção, eu disse pomposidade e não «popotizade»...) para vos trazer mais uma resma de coisas levadas da breca.
Bem sei que há já alguns tempos que ando desaparecido, mas deverão os petizes pois compreender que tudo se deve à quebra na produção da Casal Garcia (pois é... até na auguinha da uva a crise bate... vá lá, vá lá que ainda não me converti à Macieira! O poeta era incapaz de cometer tal acto... a não ser que a Macieira viesse em copo aquecido!). Também já há uns tempos que sei que muitos de vós me querem acertar valentes bordoadas na zona lombar, mas vejam as coisas pelo lado mais positivo da coisa: é Natal, paz e amor e boas festas, etc., etc.
Bom, mas o que me traz aqui a este grandioso estabelecimento de distribuição da boa disposição aos petizes de boa vontade é, como não podia deixar de ser, a quadra natalícia.
Eu sei que era pra falar da merda de ideia de colocarem a Popota como protagonista de alguns filmes bem conhecidos mas, dada a proximidade da data achei que era, vá lá... estupido demais falar da Popota numa altura que se quer de boa disposição e não de internamentos em massa na «UVMP» (Unidade de Vítimas das Músicas da Popota).
Adiante...
Como estava eu a dizer, o tema desta posta de bacalhau (temos que enquadrar o estaminé e o palavreado utilizado no espirito da coisa) é o Natal.
Caríssimos catraios, pois o Natal, há uma boa catrafada de anos que se assemelha... como direi... - não querendo ferir susceptibilidades (nem querendo que os mais novos fiquem assustados) - a uma coisa estúpida.
Vejamos:
1.º Os dias que antecedem o dia de Natal são engraçados... a malta lembra-se à última da hora do filho do tio da Manela que é irmã da Jervásia que andou com aquela (a outra) na escola, e... PUMBA... um gajo arrota um balúrdio pa não ficar mal visto.

2.º Há sempre um ritual do catano no Natal... Reparem que em todas as famelgas há sempre aguém que decide fazer uso da sua inteligência e oferecer algo completamente fora do habitual: peúgas (normalmente dos cheneses)!... Quem - pergunto eu - não terá já recebido um par de peúgas (brancas, aos quadradinhos castanhos), hem?

3.º Roupa interior... Não sei que estupôr criou a moda de oferecer roupa interior (nomeadamente camisolas interiores cabiadas aos furinhos... tipo azeiteiro!) à malta, mas só lhe desejo uma coisa: HAVIA DE TE CRESCER UM PINHEIRO DE NATAL NO CU!!!! COM ENFEITES E TUDO!!!! SEU GANZÓNIAS!!!!

4.º O Pai Natal. Meus amigos... eu sei que muitos lhe acham piada, o acham ternurento devido à sua magnifica pança e às renas e tal e tal... eu só acho-o estúpido. Quem, já com uma idade avançada tem a merda de ideia de andar numa noite fria PQP (p**a-que-p**iu), a distribuir presentes pela criançada??? Ninguém!!! Normalmente a essa hora vai pá caminha aquecer-se, ou então tá com a famelga toda a atacar a toda a força a travessa das filhós. Ahhh... e ainda me têm de explicar como é que alguém com uma pança daquelas consegue enfiar-se nas chaminés e não ficar entalado...

5.º As músicas de Natal. Amigos... eu tou farto de ouvir a merda das músicas de Natal!!!! A sério... vou pó metro, músicas de natal. Chego à estação... músicas de natal! No comboio... idem. Já para não falar dos coros de Natal que de quando em vez estão à porta do Via Catarina... vá lá que têm são constituídos por elementos do sexo feminino com uma constituição óssea consideravelmente boa mas... por amor da Santa!!!! Párem com a merda das músicas!!!! Deprimem um gajo pa caralh*!!!!!

Portanto meus caros, tende em atenção... não andeis por aí a cantar músicas de Natal, a pedir prendas ao São Claus nem a ofereçer peúgas e roupa interior... podeis cair na estupidez profunda e nunca mais de lá sair!!!...

Ahhh.... e Boas Festas (de preferência pelo corpo todo)

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

domingo, novembro 23, 2008

Coisas que só acontecem no Natal... Hinos à estupidez profunda...

Olá caríssimos petizes da vida airada!!!!... Cá estou eu mais uma vez junto de vós neste meu famoso estaminé, para vos trazer mais uma catrafada de cenas levadas da breca.
Bom... bem sei que estamos em Novembro e ainda faltam alguns dias para o Natal, mas tendo em conta que as musiquetas de Natal e os anúncios para catraios alusivos a Nenucos já são coisa comum desde meados de Setembro, acho que já vou tarde na minha reflexão acerca da estupidez da quadra... mas como já dizia o outro, mais vale tarde que nunca!
E é por isso que cá estou...
Hoje, meus caros, vou falar-vos da Popota! Sim... da Popota! Porquê? - perguntam vocês já meio aterrorizados...
Porque fui desafiado pela Fräulein Veilchen, a fazer uma piquena observação acerca desta personage que nos aterroriza vais para quatro ou cinco anos (ahhh... e porque a Popota é estupida).
Adiante...
Para podermos falar acerca deste animal falante temos de recuar no tempo até ao ano louco de mil nove e sessenta e seis. Zé Arrebimbomalho, dono de uma piquena mercearia no centro da freguesia de Arregáçamos de Cima, concelho da Morrunhenha, no interior profundo e esquecido, depara-se com um valente 31: o shôr Manel Vinte-Cinco decide abrir o seu próprio estabelecimento comercial, na mesma freguesia (só que na porta ao lado, mesmo em frente ao pelourinho onde os presos levavam as chibatadas em tempos puta-que-pariu) com venda avulso de vinho a martelo.
Mas que grande 31 tem o shôr Zé Arrebimbas (como todos carinhosamente o chamavam) de resolver!
Diz Zé Arrebimbas: «Dasse lá o caralhe do home... andava eu aqui a vender as minhas sopas de cavalo cansado e aquele diabo vem abrir o estaminé aqui ao lado! Pera lá que já ta fodo!»
E logo começa o plano para acabar com o negócio do shôr Manel.
Zé, conhecido também pelo seu génio maléfico para criar personagens terriveis (casos do «Yuri, o chóninhas sem orelhas» ou mesmo «Ursólides, o urso sem cabeça»), decide pegar na sua imaginação e criar um boneco maléfico que conseguisse atrair clientela ao seu estaminé.
Ele pensou arduamente mas, é numa ida ao Zoo da Morrunhenha que, por entre macacos, chimpanzés e elefantes com três olhos que vê a personagem perfeita: uma hipopotama!
«- É isso!!!! Vou criar uma personage chamada Popota!!!! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH» (isto assemelha-se a uma gargalhada maléfica daquelas puxadas ao cu....)
O que é certo é que, a coisa teve tanto sucesso que, passados dois dias, o shôr Manel fechava o seu estabelecimento comercial de venda de vinho a martelo avulso, não por causa da ASAE, não porque o vinho a martelo fizesse mal aos intestinos mas... por causa da hipopotama Popota.
Nesse mesmo dia, Zé Arrebimbas decide registar a patente da hipopotama destruidora de negócios!
Mas tarde, a SONAE compra a patente e decide transformar a Popota na arqui-rival da passaróla Leopoldina!
Esta luta tem sido renhida, porém, devido à musiqueta que já tem teias de aranha e, curiosamente, é sempre a mesma, Leopoldina tem marcado sempre mais pontos junto da criançada.
Leopoldina arranja sempre aliados na sua luta contra Popota. A exemplo disso temos a super Tartaruga Bebé que no ano passado lutava ao lado de Leopoldina.
Porém, Popota também já arranjou um aliado nesta luta interminável: Tone Carreira!

Quem sairá vitorioso nesta luta interminável? Leopoldina e a sua brava Tartaruga? Popota e seu companheiro Tone? Não percam o próximo episódio, porque nós também não!

Ah... no próximo post não percam a resposta à pergunta «Porque raio é que a Popota faz de protagonista de filmes como o "Pulp Fiction"?»

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

domingo, novembro 16, 2008

As múltiplas utilizações do Magalhães... observação estúpida acerca da estupidez do momento

Meus caros, semanas largas passadas desde a última posta que aqui coloquei, cá estou eu, Poeta Acácio para vos trazer mais uma data de palermices fresquinhas.
Bem sei que desde Julho que ando a merecer umas bordoadas no lombo visto que tenho aparecido menos vezes aqui no estaminé, mas têm de compreender que a imaginação do poeta só funcemina depois de embarcadas três ou quatro Casal Garcia... pronto... cinco e não se fala mais nisso... o problema é que ultimamente a produção tá fraca. Bom... a crise toca a todos!
Adiante...
O que me traz hoje aqui à presença dos meus valorosos petizes é o assunto do momento: O computador Magalhães!!!!!
Bem sei que podia focar outros assuntos como a chegada das irritantes musiquetas alusivas ao Natal. Sei que podia aqui falar do programa da Lucy e do seu espectacular guarda-roupa, ou quiçá, do anúncio da Popota, mas não! O assunto do momento, mais importante que as mamas da Lucy, mais do que a merda de musica que inventaram pá Popota e do que o Nenuco que anda, diz mamã e faz chichi é, sem dúvida alguma, o Magalhães!
E com razão! Ora vejamos:
O Magalhães é sem duvida nenhuma (como já tinha aqui dito à umas postas atrás) um computador moderno e cheio de engenhocas (ou gadjets pa ser mais intelectual). Tem um nome engraçado (em homenagem a um gajo que andou a dar a volta ao mundo) e, imagine-se, é 100 % português (na parte da montagem é claro! Portugal ainda não é assim tãaaaao avançado!)!
Mas, para além disto tudo é, um verdadeiro multifunções, todo-o-terreno, multi-usos... passemos então à explicação propriamente dita:

1.º O Magalhães é uma torradeira.
Este briquedinho consegue fazer tostas mistas e, pasme-se, ainda lhes põe molho de francesinha! Uma verdadeira maravilha para as donas de casa e gajos que não sabem cozinhar! Fantástico!

2.º O Magalhães pode ser utilizado como arma de arremesso.
Este maravilhoso objecto pode ser utilizado em situações de extrema necessidade em legítima defesa, ou mesmo mesmo para deixar um tipo derriadinho das cruzes. Supondo que estamos a ser vítimas de carjaking, apontamos o Magalhães, balançamos o braço e atiramos o computador... é instantâneo! Passados 2 segundos já o assaltante (ou carjaquer) está a rebolar no chão por lhe termos acertado no tomate esquerdo.

3.º O Magalhães é uma tábua de cozinha.
Mais uma vez, o magnífico Magalhães pode ser utilizado nas lides da cozinha, podendo ser utilizado para cortar couve, beterraba, cenoura ou mesmo os dedos se tiver distraído, tudo sem cagar a banca da cozinha! Fantástico!

4.º O Magalhães serve de bandeja!
Está em casa e, de repente, batem-lhe à porta aquelas melgas do catano que costumam aparecer quando um gajo tá sem pachorra para os aturar. Queremos servir-lhes um copinho de água (sim porque a vida não tá pa luxos! querem uísque vão à taberna do shôr Manel), mas necessitamos de uma bandeja catita para não parecermos foleiros... O Magalhães do petiz é a salvação!!! Resistente ao choque e a água com cloro, o Magalhães é o objecto ideal para se não parecer foleiro!

5.º O Magalhães é um mata-moscas.
Quando se quiser livrar daqueles mosquitos endiabrados que lhe têm cagado os moveis todos e lhe fazem um barulho do camandro, o Magalhães é a solução para si! Com a sua protecção e a sua pega amovível, pode atirá-lo ao mosquito. Em segundos terá a sua casa livre de mosquitada! Magalhães... e vai-te embora ó melga!!!

6.º O Magalhães é uma boa estratégia de marketing.
Está numa cimeira ibero-americana e não sabe o que deve dizer! Falar do Ronaldo e do Figo fica-lhe um bocado fora-de-mão e falar do estado da economia é uma chatice! Pois o Magalhães é a solução ideal para um «Pá» que precisa de meter paleio! As suas fantásticas possibilidades e a sua robustez comprovada cientificamente por Hugo Chavéz, dão-lhe paleio suficiente para mais de 2 horas!!!!

Estas são algumas das possibilidades desta fabulosa maquineta, mas existem mais... mas isso são cenas dos próximos episódios!

Portanto petizes, se querem um computador multiusos que vos põe molho de francesinha na vossa tosta mista, e que ainda por cima, pode ser atirado a carjaquers, não hesitem! Peçam já aos vossos papás e mamãs o vosso Magalhães!!!!
As primeiras 25 chamadas receberão grátis um magnífico frigorífico a lenha!!!!!

Não dispensa a leitura do folheto. Em caso de persistência dos sintomas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

sábado, outubro 25, 2008

Teoria amorosa segundo o Poeta Acácio... uma desassossegante teoria a não ser seguida (Parte 1 de... vá lá... meia dúzia)


Meus caros catraios, em primeiro lugar devo pedir desculpa pela minha prolongada ausência das minhas tão famosas postas neste estaminé comercial. Tudo se deve à porra de vida de estudante que mal dá pa comer... mas pa fazer exercício e ficar na linha, upa, upa!... Bem sei que há umas semanas que ando a merecer uma data de bordoadas desferidas por uma moca de Rio Maior com ponta de aço no meu tão pouco estimado lombo, mas têm de compreender que, depois de passar um dia a estudar algoritmos e a merda que o valha, um gajo olha pó PC e diz: "Foda-se... tou cansado que nem a pestana consigo abrir... mas amanhã ponho lá qualquer coisita!"... O engraçado é que nem amanhã, nem depois de amanhã, nem depois de depois de amanhã...

Em segundo, devo também pedir desculpa aos meus queridíssimos petizes que me costumam frequentar por já não comentar há uma data de tempo... As razões são as mesmas: Falta de tempo, algoritmos, cagadas, etc., etc., etc...

Bom... mas isso são águas passadas e já cá estou para vos trazer mais uma data de palermices em jeito de teoria a la poeta...

Pois bem, hoje pa variar decidi virar-me pó tema do amor, embora a época das paixonetas já tenha acabado, por uma razão muito interessante (ou não... dependendo do ponto de vista)...

Não, o poeta não anda apaixonado, com o coração literalmente a bater mais forte quando vê uma determinada dama, porque o poeta não tem tempo para isso (=algoritmos) - embora, a falta de tempo não implique a cegueira compulsiva - mas, nos últimos tempos o poeta anda assim pó melancólico, com um certo sentimento a crescer no coração (mais concretamente no ventrículo esquerdo) que faz com que fale de cenas completa e profundamente... vá lá... lamechas!

Bom... o amor sempre foi encarado como uma cena lamechas... quer dizer... os homens consideram o assunto profundamente lamechas, as mulheres (talvez por terem mais sensibilidade pá coisa) consideram um tema interessante, bonito e algumas vezes, fofinho.
Mas tudo na vida tem uma razão de ser... e é aí que começa a teoria do Acácio... na forma como cada sexo vê o amor...

Vejamos... o homem tem uma concepção muito elaborada do amor. Com uma definição própria da palavra, o homem utiliza-a à risca, seguindo os mandamentos de São Jervásio:
1. Segue o teu caminho como se nada fosse... se te aparecer uma bifa... apaixona-te.

2. Vai ao bar beber um copo e se vires uma miúda gira no bar, paga-lhe um copo e... apaixona-te.

3. Se vires uma miúda vestida com um cinto largo, manda um piropo à trolha e... apaixona-te.

Etc., etc., etc... é curioso que tudo isto é seguido à risca... por vezes tudo ao mesmo tempo... e encaixa na perfeição na definição (concebida no ano de mil nove e quarenta e dois às duas da tarde de uma sexta-feira): «O homem não sente amor... interessa-se!».
Ora, segundo esta definição, o homem nunca se apaixona.... deixa transparecer um certo interesse vá lá, mas paixão não!

No caso das mulheres a coisa têm um grau de complexidade elevadíssimo. Na escala de Complexidade da Mente Feminina Modificada, consegue bater questões como: Porque é que as miúdas vão à casa de banho juntas? ou a célebre Porque é que a mala das senhoras parece uma caixa de ferramentas?.

O amor na sua definição mais feminina é «uma coisa fofinha, queriduxa, que deve ser levada a sério. A paixão é ainda mais gira.» e, tal como no caso dos homens, tem também certos mandamentos elaborados por Santa Eustáquia de Arrais de Cima:
1. A míuda vai no passeio, vê passar um gajo bem giro, com uns abdominais todos bem feitinhos, com uma fronha uau, mas não lhe liga nenhum... deve manter o grau de dificuldade... se o voltar a encontrar, mostra algum interesse (não muito), se ele a convidar para sair deve mostrar alguma indisponibilidade, mas deve aceitar e só lá para a frente na cronologia é que se apaixona.

2. A miúda tá num bar, e há um gajo que lhe está a olhar para o rabo... em momento algum se deve apaixonar por este indivíduo pois se ele olha para o teu rabo, o que não fará se vir outros?.

3. Em todas as situações possiveis e imaginarias a miúda deve mostrar-se difícil.

O curioso da gaja é que tem, na realidade, momentos em que se mostra totalmente disponível e noutros porém, uma indisponibilidade tal que leva a que um gajo se desligue da paixoneta.

Portanto meus caros, segui os sabios conselhos do Poeta Acácio:
1. Não olheis para os rabos alheios.

2. Não vos interesseis pela primeira gaja que se vos apareça à frente das vistas. O normal é dar em caca.

No caso das minhas queridas catraias, só aconselho o seguinte:
Sejai um pouquinho menos difíceis... é que tentar conquistar uma gaja tem-se demostrado um trabalho cada vez mais difícil de conseguir.

Nota:
Em momento algum o Acácio deve ser levado como um poeta lamechas... um romântico talvez, lamechas é que não... se o disserem, poderão habilitar-se a ganhar um valente par de estalos.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

quinta-feira, outubro 09, 2008

O cartaz ideal para colocar em Entrecampos... O poeta Acácio dá-lhe à brava (ou se calhar não!)...


No caso de não conseguirem ler as palermices escritas,
carreguem na imagem para ampliar que eu deixo...


Nota:
Qualquer semelhança com um qualquer outro cartaz que se vos apareça à frente dos olhos é, sem dúvida alguma, pura coincidência!...

Outra nota:
Já agora... podem também deixar sugestões para novos calhaus!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, setembro 30, 2008

Um piqueno passo pró «engenheiro», um grande passo para a estupidez... A revolta dos «Magalhães»

Meus caros petizes, duas semanas passadas depois da última pescadinha de rabo na boca (literalmente falando é claro), cá estou eu para vos trazer mais uma bela observação acerca de qualquer coisa mais ou menos importante mas que, como sempre, vem carregada de uma profunda quantidade de palermice e estupidez agudas.
O que me traz aqui hoje à presença de tão nobres petizes é o assunto do momento... Bem podia falar de coisas mais importantes como os assaltos às gasolineiras (que ultimamente parece que estão na moda), dos assaltos a bancos (que já leva os assaltantes a um outro nível de adrenalina), dos assaltos a tribunais (que actualmente são os mais fáceis de realizar), ou mesmo mesmo, dos assaltos constantes que o governo, gasolineiras e afins costumam gostar de fazer ao povo português. Mas como falar de assaltos nã tem piada nenhuma, vou falar-vos hoje - assim em jeito de sermão de S. Jervásio às Sardinhas - do último grito em propaganda política... o computador MAGALHÃES!

Bem sei que os carissimos petizes - principalmente aqueles que têm catraios (os meus sentimentos) - já começam a ter febres altas e delírios constantes sempre que ouvem a palavra «Magalhães», mas reparem bem... estamos a falar de um computador portátil do tamanho de um caderno A5 100% tuga... bom... se calhar não será todo tuga... quer dizer... o LCD vem directamente da Tailândia, a bateria, o disco rígido, as lamparinas que acendem e apagam, o teclado, e mais uma catrafada de coisas vêm da China (sem melanina, é claro). Ah... e o processador - que é o que faz o bicho funcionar - vem... ah pois... da China!

Ora então... c'oa breca... mas o portátil é - segundo o nosso primeiro - «100 porcento português»! Como pode isso ser? (perguntam os caríssimos catraios em jeito de admiração)
Pode meus caros! É 100% português na parte da montagem... no resto é 80% Chinês e 20% Tailandês. Mas não é por isso que deixa de ser 100% português!
E por ser 100% português e ter peças estrangeiras é que se deu o nome «Magalhães» em homenagem ao célebre Fernão de Magalhães, esse grande navegador português, o primeiro a efectuar a viajem de circum-navegação do globo.

Muitos pensavam que teria sido dado esse nome ao bicharoco por este ter sido também o primeiro portátil 100% português... e em parte sim!
Ora vejamos:
O Fernão de Magalhães, para fazer a dita circum-navegação foi em barcos espanhóis (totalmente espanhóis... madeira, vidro, pano das velas... tudo espanhol), com marinheiros espanhóis e ao serviço de quem? Acertaram! Dos espanhóis!
Portanto, nada mais correcto do que dar ao portátil que é 100% português na parte da montagem mas com 80% de peças Chinesas e 20% de peças Tailandesas, o nome do navegador português que utilizou barcos espanhóis, marinheiros espanhóis e dinheiro espanhol para dar uma voltinha ao globo.

Mas a maravilha deste computador é, sem dúvida alguma, o preço... 50€ para os catraios sem subsídio (a grande maioria) e 20 aérios para os que têm menos recursos. Acho bem!
Só acho curioso que um portátil que custa 180 aérios a ser montado e que depois é vendido pela magnífica bagatela de 285 aérios, desça tão dramáticamente de preço quando adquirido por um petiz do 2º ano... é estranho... fica ao vosso critério quem vai pagar a diferença: Os pais? Os contribuintes? A velhota do terceiro andar?
Tá-me cá a parecer que a primeira hipótese é a mais certa! Seja...

Outra das grandes maravilhas... o computador tem 30 GB de disco e vem com dois sistemas operativos (que para quem não sabe são o Windows e o Linux Caixa Mágica)! UAUUUUUUU!!!!!
A beleza da tecnologia! Estes boys da tecnologia são levados da breca!
Mas, como não poderia deixar de ser, acho curioso que um catraio que mal sabe mexer no Windows, mexa no Linux... deve ser por ser um Linux que é Mágico! Magia é o que estes catraios vão saber fazer, porque à primeira bosta que façam... PUFFF... lá se vai o computador prás urtigas!

É claro que a magia do Linux também pode correr mais ou menos bem visto que a muitos pais irão gostar das capacidades inovadoras da banda larga aquando da visita a sites «didáticos»...
«Hmmm... ora deixa cá testar este bicharoco do meu filho... hmmmm.... gatasgulosas.come.... Ehhhh páhhhhhh.... Com'é que aquela catraia consegue fazer o pino e tocar com os calcanhares no... dasssse!!!... És boa!!»
O problema é quando o filho perguntar «Paizinho!???? Com'é que nascem os bebés?»
Ao que o pai do moço lá diz: «Ora meu filho... o pai põe uma sementinha... hmmmm... olha pega no Magalhães, vai ao menu Iniciar, abres o Internet Explorer e, naquela barrinha pões gatasgulosas.come, com 'u' e tudo junto e informas-te... até lá tens vídeos didáticos, jogos, truques e infografias!»

Meus caros, tudo isto dentro de um computador 100% português na parte da montagem com 80% de peças Chinesas e 20% de peças Tailandesas!
Viva a tecnologia! Enfim... Não percam o próximo episódio porque nós também não!

Nota:
O poeta durante a escrita deste palavreado todo não visitou qualquer site didático que tivesse miúdas em trajes menores... bom... se calhar visitei um ou dois... mas que não aconselho a ninguém... haveria por aí muita malta que poderia começar a sofrer de dores de pescoço!

Mais uma observação:

O poeta incentiva o petiz mais piqueno a não visitar qualquer destes sites para ficar a saber como nascem os bebés... continuem a acreditar nos vossos papás e continuem a achar que o papá mete uma sementinha na barriga da mamã e depois o senhor doutor vem e tira o bebé que nasce dessa sementinha! Se acharem muito aborrecido acreditar nesta historieta não se preocupem... eles têm imaginação!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

segunda-feira, setembro 15, 2008

Copos, pinga e outras bebedeiras... O «Memorial da Bezana» por Poeta Acácio

Ora bem... Meus caros petizes, cá estou eu mais uma vez neste piqueno espaço de palermice aguda, duas semanas depois da última posta, para vos trazer mais uma historieta do arco da velha!
Bem sei que há já algum tempo que ando a merecer umas boas bordoadas no lombo, visto que tenho andado um pouco desaparecido... mas têm de compreender que o poeta é um rapaz muito ocupado e com uma agenda muito carregada de compromissos (ou não).
Claro que nem só de compromissos se fez esta ausência, isto porque como o poeta andava já há uns tempos na reserva de Casal Garcia e lá tive de me dirigir à Confraria do Casal Garcia pra mandar vir mais um carregamento... desta vez, reforçado!
Adiante...

Ora, nada mais brilhante do que dedicar uma postazita a esse néctar engarrafado que nos faz ver bifas (e outras coisas mais) a dobrar.

Andava ali eu no mê-çê-éne a assobiar pró ar e eis se não quando a queridíssima Soya diz: «Ólha o poeta que fez a posta da bonecada...» (por falta de carantonhas amarelas a rir-se esta mensagem está incompleta... pede-se desculpa aos mais sensíveis!)...
A conversa prolongou-se um bocadinho e, não sei porquê, eis que disse: «O poeta tava inspirado... deve ter sido da garrafinha de Casal Garcia!»...
Esta frase, carregada de pouco simbolismo, mas em tom de confissão, fez-me ver a luz (e uma garrafinha de Porto que tava arrumada num canto escuro) e deu-me a brilhante ideia para uma posta e, como não poderia deixar de ser, o mote para a conversa com a Soya...
Por entre descrições de bezanas à antiga e de outras coisas mais, a queridíssima Soya lá lançou o desafio e, tendo em conta que na cabeça do poeta nada é normal, lá aceitei o desafio e, cá estou eu a escrevê-lo.

A história do vinho, bem como a sua invenção remonta aos anos dos dinausauros, uma época que ainda não era caracterizada pelas bezanas estudantis mas onde já se brindava com o tinto maduro.
Aliás, existem relatos recolhidos pelo nosso chibo através da profunda análise de rabiscos rupestres, onde aparecem meia-dúzia de homens de tenra idade à volta de uma mesa com uma bifa em cima, naquilo que parece se uma discoteca, a beber que nem canários. Mais, através de uma análise mais cuidada, pôde verificar-se que o vinho era um «Verde Tinto Quinta da Perdigota - Ano 45000 A.C.»...
Desde essa altura que este néctar das uvas é aperfeiçoado para que a bezana seja ainda maior...

Porém, até a esta área chega a contrafacção, e como todos sabem, a contrafacção da pinga chama-se «Vinho a Martelo»!
Quando, onde e quem são perguntas que muitos fazem ao poeta tentando como que saber quem poderá ter criado o vinho a martelo.
Pois o nosso chibo de serviço, conjuntamente com os confrades da Confraria dos Copos e juntamente com a Associação dos Amigos da Taina chegou a factos relevantes desconhecidos da maioria dos petizes que levam ao autor do vinho a martelo.
Esta bebida contrafeita foi criada no ano 1 D.C. (depois de Cristo SuperStar), numa boda em Canã por Jesus Cristo himself.
Quando todos já tinham bebido tudo o que havia nos canecos, Jesus pegou numa ou duas jarras de água e, eis que derrepente vinho se fez.
Era a viragem e a mudança da qualidade que abalava o mercado da pinga.

Porém, é no glorioso ano de mil sete e quarenta e dois que, Zezé Pinguetas, amigo da taina e da sandes de leitão, pega no dito vinho e lá começa a fazer misturas com álcool. A qualidade do vinho à pressão seria melhorada mas, ainda não conseguiria destronar a superior qualidade do tinto maduro.
Anos mais tarde, devido à peste e a alguns ataques de diarreia provocados pela constante ingestão de vinho a martelo, a ASAE lá tira o vinho de pacote do mercado e, conjuntamente com a Associação dos Amigos da Bezana e do Coma Alcoólico começam a promover o vinho puro da uva (vá lá... com meia dúzia de aditivos e soluções) a preços convidativos e six-packs.

Escusado será dizer que, não tardaram a surgir os derivados do vinho. Disso são caso as «Sopas de Cavalo Cansado», as «Malgas Quentes» e a tradicional «Bezanisse Açucarada».

Com a chegada do séc. XXI é claro que a malta nova deixou de se agarrar ao caneco do tinto e lá começou a enveredar pelos maus caminhos, começando a dedicar-se à bezana por acção de bebidas pra meninos e leitinho morno. Para isso, empresas como a Vodafonix, a Panadol e uma ou outra empresa mais ou menos conhecida lá lançaram packs especiais (por ex.: Vodafonix Bobadeiras).
Este pack traz um telemóvel com teclas em duplicado (pra que já tiver bem bebido e vir tudo a dobrar), um saquinho (pra virar o barco e não cagar nada nem ninguém à sua volta), um GPS com os melhores spots de tratamento (ex.: hospitais de desintoxicação) e uma pastilha prá ressaca.

Portanto meus caros, tendo o poeta investigado a origem do vinho queria aqui dizer uma coisa:
Fazei o amor bebendo um ou dois copinhos... tudo com juízinho! Haja alegria e vinho afastado da pia!

Atenção:
Durante a elaboração desta posta de pescada nenhum copinho de vinho foi ingerido pelo autor... antes pode dizer-se que sim, agora durante, não! Trabalho é trabalho! Vinho é vinho!
Outra atenção:
Qualquer semelhança com a realidade é, no fim das contas, muito trabalho da imaginação mirabolante do poeta, derivada do funcionamento à base da Casal Garcia!

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, agosto 26, 2008

Bonecada, Pinipons e outras coisas mais...

Meus caros petizes da vida airada, cá estou eu, o Poeta mais destemido e mirabolante da blogosfera (ou se calhar não), para vos trazer mais uma interessante (ou não) divagação acerca de qualquer coisa pouco ou mesmo nada importante.
Andava eu ali prós lados do estaminé da queridíssima Soya quando, e comentando acerca da imagem aqui em baixo, disse que a estátua era «interessante...» e que se parecia com um Pinipon...

Pronto... se calhar exagerei ao ter dito que a estátua era interessante. Se calhar se dissesse «esta estátua parece um cu dos antigos» seria mais apropriado mas, dadas as circunstâncias, foi aquilo que me veio à cabeça.
Achei engraçado o facto de uma das comentadoras ter dito - e passo a citar: «Um pinipon??? Os pinipons eram lindos!!! Esta estátua, (na) minha opinião, é feia que dói.». Realmente, a estátua é feia que dói, mas daí a dizer que os Pinipons são lindos vai uma grande distância.
Mas, eis que a nossa Soya desafia o Poeta e diz: «Desafio-te, Poeta Acácio, a fazeres uma entrada no teu blog sobre esses bonequinhos!:p»
Eu em primeira instância ia falar do :p que ela colocou no seu comentário. Porém, sentindo-me desafiado, lá decidi fazer uso da minha massa cinzenta que, nos últimos dias anda com falta de inspiração. Talvez porque o stock de Casal Garcia tenha acabado. Quem sabe...
Pois bem, quem - pergunto eu - não conhece estes bonequinhos e a porra de música que os acompanha? Toda a gente!
Todos sabem cantarolar aquela música: «Pon, Pon, Pon, Pinipon! Que divertido! A quinta Pinipon-o-on! Ovelhinhas bebés! Águinha para as vacas! TODOS A BEBER! Na quinta de Pinipon... isto é qu'é bom! De Pinipon!». O que ninguém sabe é como é que surgiu esta bonecada.

Até à bem pouco tempo, toda a verdade acerca dos Pinipon era Confidencial mas, graças à capacidade de investigação do nosso Chibo de Serviço, todo esse emaranhado de segredos foi desvendado.
Preparem-se para a revelação do ano!

Eis como tudo aconteceu...
É num belo dia de Julho do ano da graça de mil nove e sessenta e dois, depois de uma tarde bem passada a fumar charutos cubanos e a ver as miúdas em fato-de-banho que, Albano Pini e Megusta Pon, dois espanhóis na idade da reforma, decidem enveredar pelo maravilhoso mundo da estupidez.

Diz Albano: «- Mira! Megusta, estoi aquié a pensiar quie podiyamos juntiyarmo-nos paria abriyermos um negiócio juntiyos. Quie te pariece faziermos negióciyo como los Dolce & Gabana?»

Ao que diz Megusta: «- Albano! Tu estaiyes louco?! Yo soi muito macho! Essies diois syão umas bichyonas dio camandro! Yo soi un puro macho latino!»

«- Pero, teriyamos bifias em trajes meniores (oi miesmio sien rioupia), die mamiocas a saltitiar a nuestra frientie!... Tu não quieres isso? No te gusta?»

«- Oh si! Megusta mucho! Pero, tioda a gientie nos vai chamiar bichyonas!»

«- Tienes raziõm! Tienho quie pensiar miais un piouco!»

Albano, pensou bastante até que, depois de fumar duas ou três ganzas de baixa qualidade sugere:

«- Io! Megusta, piorque non abrirye umia fiábrica de fazier boniecada?»
«Boniecada? Andiastie a apianhyar miutio siol na cabieçia! Die quie mie servye iuma fiábrica die fazier bionecada?»

«Mira! Pero piodiyamos abrier a fiábrica e piôr lá giajyas bioas en trajes meniores yo miesmio sien rioupia, ya fiazyer yo a «yempaciotar» os bionyecos! Yo «yempacotamos» as yempregadas!» - Albano diz isto fazendo um sorriso maroto, como quem diz: «Quero lá saber de empacotar os bonecos... a gente depois viró pacote das empregadas!»

Megusta, depois de muito ponderar a ideia, aceita a estupidez e a coisa marcha. Porém a idieia do nome ainda foi atribulada...
O primeiro nome a surgir foi «Megusta Pini, A.R. LDA» porém, devido a a trocadilhos manhosos feitos pelas crianças a empresa é forçada a mudar de nome.
É no ano de mil nove e sessenta e sete que, empresa e bonecos deixam de se chamar «Megusta Piniar» (como carinhosamente eram denominados pelos petizes) para chamarem «Pinipon».

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO

terça-feira, agosto 12, 2008

Arraiais, palermices e outras coisas mais... as festas das terriolas dum ponto de vista palerma

Ora bem, meus caros petizes da vida airada, cá estou eu, pra vos trazer mais umas palermices. Bem sei que mereço umas boas bordoadas no lombo por nem sequer ter dito que ia tirar umas férias, mas sabem como é, um gajo é afectado pelo síndrome de férias e esquece-se de tudo. Aliás, o Verão estou em crer que, para além de trazer gajas boas em trajes menores, traz também uma certa quantidade de coisas estúpidas que fazem com que a nossa cabeça começe a entrar em parafuso.
Pois bem, já vos falei na última posta que aqui botei, que a praia é, sem dúvida nenhuma, um local de pouco descanço e carregado de palermice. Porém, o Verão não é só praia, e há que alargar os horizontes e botar os pés ao caminho, em busca da palermice aguda.
E é disso que andei à procura.

Botados os pés à estrada, eu e o meu fiel chibo de serviço lá fomos em busca da sagrada estupidez aguda, por terras de El Rei D. Coiso, enfrentando cães de loiça raivosos e bifas histéricas.
Às tantas diz-me o Chibo:

«Ó Acácio... eu sei que tu gostas de andar e o caralho, de alargar horizontes, e tal... Mas não seria melhor dirigirmo-nos à terriola? É que as festas em Honra de S. Não-Sei-Das-Quantas tão quase, quase a chegar e eu ouvi dizer que ia lá a Quim "Berreiros"! Ah... e também já tou com fome!»

Ora, eu já tava com uma certa fome e a modos que achei boa ideia seguir o conselho do nosso chibo e dirigir-me a casa, não pensando sequer que a festarola lá da terrinha pudesse dar uma boa posta pró estaminé. Porém, dias depois, já na festa lembrei-me que, se andasse atento, palermice aguda e gente a louvar a Santa Ignorância não haveriam de faltar!
Desde já vos digo que, uma festarola destas é, sem dúvida nenhuma, uma passerelle de coisas levadas da breca e tem sempre as suas características.

Ora vejamos:
1.º As festas são sempre feitas à nôte e, dada esta piquena característica eis o que um estúpido se lembrou de lhes chamar: «Noitadas». A esse indivíduo desejo apenas que lhe nasça um pinheiro atravessado... vá lá... na zona posterior, um pouco mais abaixo da extremidade da espinha dorçal... Pronto... nu cu!
Por serem de nôte, a malta põe uns arquinhos, com umas luzinhas e tal e tal, que servem pra embelezar a rua e que, para além de iluminarem a rua, servem também pra iluminar as gajas que por lá passam! Uma maravilha dos tempos modernos!

2.º
Festa que é festa não tem só um Sumol e quatro copos! Nada disso! Tem barraquinhas de comes e bebes, barraquinhas de farturas, barraquinhas dos chineses, barraquinhas de indianos, barraquinhas de africanos (com africanas a fazer tranças a velocidades puta-que-pariu km/h) e, como não haveria de deixar de ser, barraquinhas com os famosissímos índios das flautas-de-pan! Minha Santa Jervásia, livrai-nos deste tormento!

3.º
O curioso destas festas é a maneira como o recinto tá vedado e devidamente guardado... Dois bófias de barriga com armas pré-históricas e com cacetetes novinhos em folha, acompanhados de uma grade que facilmente se pode ultrapassar. Ah!... e que chegada a meia noite vão fazer oh-oh!
Curiosamente, levam cerca de 250 € por um serviço... como direi... de trampa! A não ser que passar multas também esteja incluído no preço!

4.º
Estas festas têm, obrigatóriamente, de ter... (um momentinho de suspense fica sempre muito chique)... carrinhos de choque! Que raio de festa não tem o seu espaço com os carrinhos de choque, hem? Nenhuma! É impensável sequer não ter carrinhos de choque! Digamos que é o mini-mini-parque-de-diversões da terriola onde se juntam os petizes todos, e a malta que normalmente já tá com um copo a mais!

5.º
O conjunto (ou banda pra ser mais chique) lá da terra e um ou outro cantor mais ou menos famoso! Isto, meus caros, são duas coisas que não podem faltar. Se faltarem, nem os carrinhos de choque se safam!
Os conjuntos normalmente têm daqueles nomes dos quais ninguém se lembraria, nem mesmo se estivesse com uma bobedeira em fase terminal! Eis a que me apareceu na terriola: «Conjunto Típico "Rosas Negras"», que integrava uma música acerca de casas de massagens. No caso dos cantores mais ou menos conhecidos, apareceu cá na terrinha a pouco (ou mesmo nada) famosa Tatiana (aquela do Big Brother)... diz que lhe deu pra cantar... a mim parece-me que lhe deu pra desafinar e berrar ao mesmo tempo.

6.º
Fogo de artifício (ou fogo preso), a única coisa que não tem muita palermice!

7.º
A vaca-de-fogo! Ora aqui está uma coisa que alguns catraios não conhecem. Pois eu passo a explicar:
Um gajo mete-se por baixo de uma estrutura em forma de vaca, sarapintada com manchas brancas em fundo preto (ah... note-se que a essa mesma estrutura vão presas bombas daquelas dos fogos de artifício e bombinhas de carnaval). Depois acende-se o rastilho, pica-se o indivíduo, o gajo começa a correr desalmadamente (com aquilo às costas) enquanto aquela porra toda vai a estourar pelo caminho. Esstúpido? O tipo que se mete a andar com aquilo!

A famosa vaca de fogo!
E os nada famosos palermas que se metem por baixo!

8.º O molho (ou mel). Outra coisa que alguns nã conhecem:
A malta que anda na festa prepara-se em casa (pega em sacas de plástico), enche as ditas sacas com água, dá-lhes um nó e chegada a altura (normalmente depois da vaca dar o último estouro) começam a atirá-las uns aos outros. Palerma? Sim... todo o esquema!

9.º Bobedeiras e porrada. Festa que é festa tem a sua dose de pancadaria ao ar livre! Sempre acompanhada de uma bobedeira nos cornos! O curioso da porrada é que a malta malha à séria. É cada bordoada! Um espectáculo lindo de se ver... e estúpido também!

Portanto meus caros, se querem rir-se e, quiçá, divertir-se um bocadinho, vão até à terriola mais próxima de vocemecês. Vão ver que não há nada mais espectacular.

Poeta Acácio (Poeta do Desassossego Desassossegado)

TENHO DITO